sexta-feira

"Morrer É Só não Ser Visto" de Inês de Barros Baptista

Publicada por Ana Isabel Pedroso



Título: Morrer É Só Não Ser Visto

Autora: Inês de Barros Baptista

Páginas: 195

Editora: Editorial Planeta

 
 
Sinopse:
Um livro corajoso e único sobre a morte e os mistérios da vida. Testemunhos surpreendentes e desassombrados que nos inspiram. Inês de Barros Baptista reúne neste livros testemunhos de pessoas que perderam entes queridos. Através de uma conversa com a autora revelam tudo o que sentem sem medos e tabus. São histórias de vida que nos tocam pela capacidade de transmitir sentimentos e emoções sem máscaras e que nos inspiram pela força inusitada destas experiências de vida. As fragilidades da vida humana são aqui expostas. Os testemunhos recolhidos são de pessoas anónimas e personalidades conhecidas que foram escolhidas pela luz especial que comunicam e que através de um discurso positivo emitem sinais de esperança, força e amor. Sempre o amor. Com prefácio e posfácio de uma psicóloga e de um padre, o livro pretende chegar ao transcendente e aos mistérios da vida. O historiador Geoffrrey Gorer defende abertamente que a morte substituiu o sexo como tabu. Estes testemunhos contrariam de uma forma desassombrada essa tese. O título do livro é retirado de um verso de Fernando Pessoa.
 
 
Sobre a autora:
Inês de Barros Baptista nasceu em Lisboa, a 29 de Setembro de 1966. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Trabalhou vários anos em agências de publicidade, como copywriter, e iniciou-se no jornalismo em 1992, no jornal Semanário. Foi, durante oito anos, directora da revista PAIS & Filhos. Colabora actualmente com a revista Pública.

Publicou O Dia e a Menina Fada (1985), vencedor do Prémio Revelação de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, Há Vozes na Ilha (1996) e Pede um Desejo (2007).

 
É mãe de quatro filhos.

A minha opinião:
O que mais me impressionou neste livro foi ver e sentir que as pessoas que perdem entes queridos, arranjam forças, sei lá, vindas de onde, para continuar a seguir em frente. Talvez seja a maneira mais certa de aceitar o desaparecimento do ente querido.

Neste livro temos um relato de uma senhora que perde o marido, a filha, a irmã, o cunhado e o sobrinho e pergunto eu, como é que se consegue aguentar?
As dores não se podem medir, mas julgo que a dor pior, será a de perder um filho.

Todos os testemunhos tocam, porque o desaparecimento não é todo igual, uns morrerm de acidente, outros de doença e outros de suicídio.

O último testemunho é da Anne Germain (de nacionalidade inglesa e com mais de vinte e cinco anos de experiência como spiritual medium.) que me fez pensar...será mesmo possível falar com as pessoas que já partiram deste mundo? Confesso que já ouvi casos, mas fico sempre na dúvida.

Em relação à autora, já a conhecia da revista "Pais e Filho", do qual fui uma leitora fiel durante a minha gravidez e depois, mais ou menos, até aos 10 anos da minha filha e lembro-me de ler  sobre o trágico acidente do marido.

Para finalizar, quero mandar um grande beijinho à Snowshoee...onde estiveres...tenho a certeza que estás no Céu e que estás em Paz. Até Sempre.

(Obrigada AnjoDiogo pela partilha deste preciosidade)


4 comentários:

cris on 00:18 disse...

A morte é daquelas coisas que não queremos pensar...talvez para que fique bem longe de nós e dos nossos, não é Ana? Depois quando ela vem...
bjinhos

Maria Eugénia Ponte on 10:00 disse...

Tenho de ler este livro!!!
:-)))

Unknown on 08:43 disse...

A morte é algo que pensamos sempre que só acontece aos outros. A mim aconteceu-me... perdi a minha única filha, fez precisamente 10 anos no dia 4 de novembro... tinha 19 anos, um sorriso sem fim e uma enorme vontade de viver... nunca mais consegui ser a mesma pessoa... Fátima

Anónimo disse...

Perdi o meu filho.O meu grande amor. A minha razão de viver.O meu orgulho. O meu mais que tudo. Para mim, neste momento a vida não faz sentido. O meu único filho.Vou morrendo aos poucos.Todos os dias um pouco. Mas vou lutar e sobreviver,pois sei que o que ele mais quer é que eu siga em frente.

 

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