Domingo

Samuel Pimenta será um dos participantes

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Quinta-feira

O livro "Abelha Zena, a Rainha Serena" pode ser seu!

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Se pretende um livro de histórias em que possa associar a aprendizagem com a parte lúdica e ainda com um "extra" sobre a cidadania, este é o livro certo para si!

Pode adquiri-lo, entrando em contacto com a autora, neste endereço eugeniaponte@hotmail.com. O preço do livro é 9,00 €uros com a oferta dos portes de envio e um "bónus"... um autógrafo e uma dedicatória personalizada.

E divirta-se na companhia da Abelha Zena!

Sábado

"Abelha Zena, a Rainha Serena" de Maria Eugénia Ponte

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Título: Abelha Zena, a Rainha Serena
Páginas: 72
Editora: Lugar da Palavra

Sinopse
O novo livro de contos (dedicados exclusivamente ao fantástico mundo das abelhas) de Maria Eugénia Ponte é uma viagem de magia que vai deliciar crianças de todas as idades. Abelha Zena, a Rainha Serena é a aventura única de um grupo de simpáticas abelhas, que vai passar por uma grande prova. Tudo por causa desse ser que, muitas vezes, não consegue conviver com os seus parceiros da Natureza… o Homem! Conseguirão Zena e as suas amigas ultrapassar as dificuldades?
A minha opinião:
A classificação deste livro é infanto-juvenil, o que eu discordo totalmente. Este é um livro para qualquer geração. Filhos, pais e avós são o público-alvo deste pequeno grande livro. Digo pequeno porque é pequeno em tamanho como em páginas, mas grande no conteúdo.
O livro começa com a história do Rei Salomão e das duas mães. Perante a decisão do Rei Salomão, o amor incondicional de mãe é revelado. Isto para dizer que a autora dedicou este livro à sua querida mãe.
Eugénia Ponte faz uma nota, lembrando que o último conto do livro "A Gaivota que tinha medo do mar" era sobre a Zena, a heroína deste livro.
Este livro é composto por dez capítulos. Cada capítulo tem uma introdução sobre a vida das abelhas, o conto e depois a moral da história.
Um livro que nos diverte, mas que também nos ensina muito sobre a vida das abelhas. Confesso que não sabia quase nada das nossas amigas abelhas, a não ser que davam o mel e que quando nos picam, que fica um inchaço enorme e que custa a desaparecer. Um livro que nos ensina o valor da amizade, da partilha e da justiça. 
Um livro que nos  faz reflectir sobre a vida em sociedade, da importância dos grupos, como devemos respeitar o outro ser humano.
É um livro de leitura obrigatória.
Obrigada Gena pelos bons momentos que esta leitura me proporcionou ;)

Segunda-feira

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"Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertarmo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo." -
Fernando Pessoa

Domingo

"No Calor dos Trópicos" de Flávio Capuleto

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Título: No Calor dos Trópicos
Autor: Flávio Capuleto

Editora: Clube do Autor

Páginas: 352

Sinopse:
A quebra abrupta de produção de café no Nordeste brasileiro estava a arrastar os fazendeiros para a derrocada financeira. Na tentativa de solucionar o problema da falta de remessas, o Rei D. Luís convida o Dr. Bragança para o cargo de cônsul de Portugal no Brasil dando ao seu cortesão a oportunidade de ouro de escapar a uma eventual pena de prisão por crime de adultério. Mas como se o destino reservasse uma armadilha ao novo diplomata, a amante viaja para Petrópolis na companhia do marido continuando ali a sua relação escaldante com o cônsul. Alertado para a traição contínua de sua esposa, D. João Frutuoso, o magnata mais poderoso do Reino, banqueiro da Casa Real e da Coroa Brasileira, prepara uma emboscada ao diplomata, não só para o afastar dos braços de Leonor, mas também para poder exercer livremente o seu poder sobre os negros da roça e a sua vocação esclavagista. Um golpe inesperado dita a sorte dos amantes envolvidos nas malhas do destino.

Um envolvente romance de amor proibido, ódio e poder, numa época de mudanças políticas e sociais no Brasil, a abolição da escravatura e a implantação da República.

A minha opinião:
Há livros assim, viciantes! Pegamos neles e só descansamos quando o acabamos de ler. E no final ficamos com a sensação de ter vivido uma grande aventura. 

Este livro começa por nos cativar logo pela capa. Uma capa muito atractiva. Cor alaranja que transmite a paixão das personagens centrais, mas também o cenário tropical do Brasil. Na foto só pode ser a D.Leonor de Mascarenhas, uma beleza rara. A outra foto mostra-nos o palacete branco, residência oficial do cônsul de Portugal no Brasil.

Uma história de amor proibido, na segunda metade do século XIX, altura da abolição da escravatura, no clima tropical do Brasil. 
D. Leonor de Mascarenhas era uma mulher algo avançada para a época. Determinada por natureza, consegue fazer-se notar aos olhos do Dr. Bragança. O romance inicia-se pela altura do aniversário da rainha D.Maria Pia de Sabóia. Sendo ela casada, a relação não era vista com bons olhos e aproveitando um convite do rei D.Luís, o Dr. Bragança aceita o cargo de cônsul de Portugal em terras do Brasil.
Não conseguindo viver longe do seu amor, D.Leonor arranja maneira de convencer o marido a partir para o Brasil, alegando que sofre de uma depressão, precisando de mudar de ares. 
Chegados ao Brasil, D.João Frutoso, marido de D. Leonor, compra a maior fazenda das redondezas, a Roça Sapucaia.
Durante alguns anos D.Leonor e Dr.Bragança conseguem manter o romance longe dos olhares de D.João. Farto de ouvir mexericos aqui e ali, D. João resolve colocar um ponto final na relação da sua mulher com o cônsul de Portugal.

O autor soube retratar de forma fiel toda a controvérsia vivida numa terra de sonhos: o poder dos fazendeiros, a luta dos escravos pelos seus direitos e a paixão de D.Leonor e Dr.Bragança.

Para os fãs de romances históricos, este é um livro obrigatório!


Sábado

Fátima Marinho na Fnac AlgarveShopping Albufeira

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Fátima Marinho, apresenta o seu mais recente livro "Ama-me sem me suportares ", no próximo dia 25 de Fevereiro pelas 17h00 horas na Fnac Algarve Shopping Albufeira.

Terça-feira

Convite: Fátima Marinho apresenta "Ama-me sem me suportares" na Fnac Almada Forum no próximo dia 23 de Fevereiro

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Venho convidar-vos a estar presente na apresentação do mais recente livro da autora Fátima Marinho, "Ama-me sem me suportares ", no próximo dia 23 de Fevereiro pelas 21h00 horas na Fnac Almada Forum.


Sinopse:
Ama-me sem me suportares é um livro de 100 poesias e 1 conto. Sobre o livro, Fátima Marinho escreve: “Este livro é um ensaio imperfeito sobre a métrica dos sentimentos - mas a prova adequada das suas aderências. Quis escrever poemas de amor, de saudade, de morte, de esperança e, durante sete capítulos, mantive o esforço, até desaguar nos fragmentos, para deixar que os poemas fossem exactamente isso: pequenos pedaços de tudo.”

Um livro de poesia é sempre uma ribeira brava, que a todo o momento pode galgar as margens e afogar o que nos sufoca. Nesse sentido, é também uma libertação inconsciente de arquétipos imemoriais. As palavras quando se juntam à roda de uma ideia deixam as ideias à roda até que todas caiam reconciliadas no chão. É assim que a poesia se intromete nos gestos do quotidiano e, transcendendo-os, os transfigura. Este é um livro onde os afectos servem a poesia que deles se serve para ser o que é.

O livro tem ainda um conto: "Anjo de Jade".

Excerto

"Vozes

No fio, de luz, da vela, voltejam,
As vozes que o tempo calou.
Percorrem-me e colam-se nas paredes,
Franqueiam os móveis,
E sentam-se na cadeira de talha...
Não há silêncio que valha,
Ao silêncio das vozes que perdi."



Sobre a autora:
Fátima Marinho
21 de Novembro de 1966
Cuba (atualmente a residir em Lisboa)

Nascida a Sul, sob o vago encantamento da passagem.
Anos 70
"O que sei de mim começou a acontecer por volta dos quatro anos, quando me tornei, de uma só vez, proprietária e agricultora. Cerquei com pedras um pedaço de solo para nele experimentar o direito à propriedade privada e aos afectos dos gestos repetidos. Adoptei-o sem autorização, tal como os homens fundadores da sociedade civil que se apossaram das terras e ousaram chamá-las suas. Também assim fiz. Medi o local frontispício ao pequeno café da minha mãe e passei a cultivá-lo. Não me lembro de alguém ter reparado nesse meu acto insubordinado de emancipação latifundiária.


Todos os dias esquadrinhava os movimentos do canteiro, para aprender a força telúrica da terra. Um feijão destacou-se em altura e beleza de todas as outras sementeiras. Orientei o seu crescimento com uma estaca e ele desabrochou em flores.
Nessa altura, iniciei também estudos de biologia aplicada. Seguia o coaxar das rãs, nos regatos, para descrever a geografia dos percursos dos batráquios e recolhia cascas de árvores que dispunha por grupos de análise morfológica.


Nunca ninguém soube das minhas investigações silenciosas e do destino traçado de cientista/agricultora.
O feijão gigante e florido do meu canteiro permanecerá, de entre todas, como a mais estonteante e douta experiência. Por imperativos laborais de meu pai, dele me apartei quando ainda não sabia dividir o tempo em passado e futuro. Soube, todavia, sonhar durante longos dias com o meu feijoeiro todo florido e descobri que, por mais decisivas que sejam as razões da vida, nada manda no que, dentro de nós, continuamos a alimentar e a deixar crescer.


Abandonei o ofício de cientista quando comecei a frequentar a escola que sempre temi e desejei em partes iguais. Tive muitas professoras, muitos colegas e inúmeros lugares de carteira, mas o primeiro dia de aulas permanece distinto. As escadas íngremes a terminarem no portão estreito de ferro. A minha mãe a deixar-me naquele lugar vazio de rãs em regatos de água. Os meus olhos aflitos no meio do clarão da manhã de Outono. As carteiras de madeira com tampo inclinado e tinteiro para encher a caneta de aparo. O terror de me imaginar a escrever com caneta de tinta permanente e sujar o papel com respingos. A minha memória episódica, descarnada de factores circunstanciais, deve ter tido o seu berço no meu primeiro dia de aulas. Não tenho a mais pequena ideia da sala, da cara da professora, do número de colegas ou do intervalo. Mas lembro-me claramente das patas de cavalo gigantes entre as trepadeiras, do alecrim e do portão alto e estreito de ferro fundido que me impedia de fugir.


Até aos dez anos, aprendi que a mudança é o meu lugar de permanência, pelo que o tempo sagrado e consagrado tomou o leme do barco de noz em que navego. Os minutos são importantes, tant

 

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