quarta-feira

HERÓIS À MODA DE...Em directo na Sic!

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- Estás a falar para a central! Bai no Batalha... (Porto)

- Não demora o cagar de um mocho (Alentejo)

- Se me fazes esteporar, dou-te uma batata nas arcas que te viro (Madeira)

- Maria, dou-te a gancha, porque me ofereceste o pito... (Trás-os-Montes)

- ‘tás’ a ver se metes o Rossio na Betesga? (Lisboa)

Estas e muitas outras expressões vão estar em destaque na próxima 5ª feira (30 de Junho), a partir das 16.30h, no programa BOA TARDE, da SIC, em que CONCEIÇÃO LINO vai ter que se haver com JOÃO CARLOS BRITO (Francesinhas à Moda do Porto, Heróis à Moda do Porto e coordenador da coleção), LUÍS MIGUEL RICARDO (Heróis à Moda do Alentejo), MARIA EUGÉNIA PONTE (Heróis à Moda de Lisboa), SUSETE RODRIGUES (Heróis à Moda da Madeira) e ANA CATARINO (Heróis à Moda de Trás-os-Montes).

Quem não puder ver em directo na televisão, pode fazê-lo no site da SIC, também em direto, ou, depois, em arquivo.

domingo

"De nome, Esperança" de Margarida Fonseca Santos

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Título: De Nome Esperança

Autora: Margarida Fonseca Santos

Páginas: 172

Editora: Oficina do Livro
 
 
Sinopse:
Mulher reservada e inteligente, Esperança é uma pessoa perdida entre o que escreve e o que vê da realidade, o que viveu e o que desejou. Carlos é um enfermeiro estagiário de psiquiatria que decide, assim que a conhece, tudo fazer para resgatar Esperança rumo a uma vida normal, confrontando-se a cada passo com uma inquietação profunda: no coração da loucura, que espaço resta para a normalidade? A resposta poder ser apenas que a mente é um lugar estranho. Entrar nos seus domínios é percorrer um labirinto interior de acesso, na melhor das hipóteses, restrito. Num livro em que as várias vozes e os vários tempos se cruzam num emaranhado de expectativas, pensamentos e ilusões, acompanhamos o percurso da Esperança, para quem só existe esperança no nome.
 
 
Sobre a autora:
Margarida Fonseca Santos, 1960, Lisboa. Diplomada com o Curso Superior de piano do Conservatório Nacional, leccionou a disciplina de Pedagogia na Escola Superior de Música de Lisboa.A par da sua actividade profissional, trabalhou no projecto MUS-E Portugal (Yehudin Menuhin Foundation) como animadora na área do conto e escrita criativa. Assinou a coluna Crescer a Ler, no Jornal de Letras e o apontamento Bicho de Conta, na Antena 1. Escreveu peças infantis e o texto do musical "O Navio dos Rebeldes" para o Teatro da Trindade e ainda o libreto da ópera infantil "O Achamento" para a Focu Musical.

A minha opinião:
Que livro!
Um livro que a cada virar de página nos consome, nos absorve e nos faz acreditar que se olharmos mais para dentro, com mais sentimento, conseguimos alcançar mais qualquer coisa que a olho nú não se consegue. E isso foi o que Carlos, o enfermeiro do Lorvão fez, ele nunca desistiu de tentar dar a Esperança um outro tipo de vida. Não conseguiu, mas pelo menos tentou e não foi só uma vez.

Este livro fala-nos da esperança, aquela que se coastuma dizer que é a última a morrer e enquanto há esperança, há vida. Lindo.
A mente humana é um mundo ainda por descobrir, por muito que se explore, nunca está totalmente explorado.

Uma leitura obrigatória!

sábado

"Maldito Karma" de David Safier

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Título: Maldito Karma

Autor: David Safier

Páginas: 275

Editora: Planeta


Sinopse:
A apresentadora de televisão Kim Lange encontra-se no melhor momento da sua carreira, quando sofre um acidente e morre, esmagada pelo urinol de uma estação espacial russa. No Além, Kim dá-se conta de que, ao longo da sua vida, se limitou a acumular mau Karma: enganou o marido, descurou a sua filha e amargurou a vida de todos os que a rodeavam. Descobre então o seu castigo: está num formigueiro, tem duas antenas e seis patas… é uma formiga!

Kim não tem a mais pequena vontade de continuar a arrastar migalhas de bolos, depois de ter passado a vida a evitar os hidratos de carbono. Além disso, não pode permitir que o marido vá afogar as mágoas da sua perda com outra. Só lhe resta, por isso, uma saída: acumular bom Karma, para ascender na escala da reencarnação e voltar a ser humana. Mas o caminho para deixar de ser insecto e se converter num bípede é duro e está pejado de contratempos. O que lhe vale é que pode contar com a ajuda de Casanova…


Sobre o autor:
Nasceu em Bremen, em 1966. Conhecido guionista de séries de êxito de televisão, como Mein Leben und Ich (A Minha Vida e Eu), Nikola e Berlim, Berlim, foi galardoado com o Prémio Grimme e com o Prémio TV da Alemanha, bem como com um Emmy, nos Estados Unidos. Vive e trabalha em Bremen. Maldito Karma está já publicado em várias línguas. Na Alemanha, um ano depois da sua publicação, permanecia na lista dos mais vendidos, com o novo romance Jesus Ama-me.


A Imprensa:
«Mordaz, ágil, divertido… uma mistura explosiva.»
Publishing Trends

«Um best-seller na Alemanha, um romance original e hilariante.»
Livres Hebdo

«O livro que fez sorrir toda Europa.»
Cosmopolitan

«Uma dessas surpresas que provoca o boca-a-boca.»
Publico

«O livro mais original em muitos anos. Engenhoso e sábio. Vai deixá-lo com água na boca.»
Straubinger Tagblatt


A minha opinião:
Procurei este livro na biblioteca porque duas amigas minhas, recomendaram a sua leitura. Ainda bem que o fiz. HILARIANTE!!! Não me lembro de me ter rido tanto com um livro.
Uma história que não lembra a ninguém.

Uma conhecida apresentadora de televisão no dia da entrega de um prémio é atingida mortalmente por um urinol de uma estação espacial. A partir daqui, a história ganha uma dinâmica, em que o humor é um ingrediente constante.

Para quem gostar de uma leitura cheia de humor, onde o surreal acontece, este é o livro indicado!

terça-feira

"Não contes a ninguém" de Harlan Coben

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Título: Não Contes a Ninguém

Autor: Harlan Coben

Páginas: 298

Editora: Presença



Sinopse:
«Até há três dias, eu era um médico dedicado sonambolando pela vida. Depois, aconteceu-me ver um fantasma, receber e-mail do além, tornar-me suspeito não de um mas de dois homicídios, passei passei a andar a monte, agredi um polícia e recorri à ajuda de um conhecido traficante de droga.»

Bestseller internacional é um livro de leitura obrigatória para os grandes apreciadores do thriller. "Não Contes a Ninguém", marca a estreia de Harlan Coben, na Colecção «O Fio da Navalha». Reconhecido autor do género policial, Coben dá vida à história de David Beck, cuja mulher foi brutalmente assassinada num lago em Nova Iorque. Oito anos depois, perto desse mesmo lago, são descobertos dois corpos. E David começa a receber e-mails que pelo conteúdo só poderiam pertencer à sua mulher. Mas que deixam expressamente escrito - Não Contes a Ninguém! Intrigado, resolve investigar, envolvendo o leitor numa trama de suspense e inquietação da primeira à última página. Imperdível!


A minha opinião:
Este autor vicia-nos! 
O autor acaba sempre por nos surpreender pela originalidade. Eu já li, contando com este, três livros e cada história é uma história e única. O autor nunca se repete, embora use sempre os mesmos ingredientes.

Um enredo com muitas personagens e algumas delas, à partida nada têm a ver, parece-nos a nós, leitores, mas depois, tal como num puzzle, tudo se vai encaixando.

Excelente livro para quem gosta de viver emoções à flor da pele.

sexta-feira

"A Flor-de- Lis" de Alda Gonzaga

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Título: A Flor-de-Lis

Autora: Alda Gonzaga

Páginas: 306

Editora: Papiro


Sinopse:
Neste romance a autora narra a história duma mulher, realizada profissionalmente, que encontra o grande amor da sua vida e que, depois de conseguir superar os obstáculos que lhe aparecem, consegue ficar com ele. É, portanto, uma história feliz duma mulher feliz cuja vida nem sempre é um mar de rosas, pois há problemas a resolver, obstáculos a ultrapassar, desgostos a superar, apenas amenizados porque tem a seu lado um grande amor.


Sobre a autora:
Maria Alda Flórido Gonzaga nasceu no Porto, onde estudou e se licenciou em Engenharia Electrotécnica. Começou a escrever aos dezasseis anos tendo escrito um conto para crianças e vários outros até aos dezanove anos. Depois os estudos e a seguir uma vida profissional exigente na área da Electricidade, determinaram que escrevesse poucos textos literários. Após o 25 de Abril envolveu-se na luta por um mundo melhor e mais justo e pelos direitos das mulheres. Escreveu então muitos documentos de carácter social e político e fez parte de comissões de redacção em debates e conferências. Na década de 90 foi eleita, em dois mandatos, para os órgãos autárquicos da freguesia onde reside. Editou já os livros "Contos e Olhares", "Cantos e Contos" e "O Cuco", sendo o primeiro um livro de contos, o segundo de poemas e contos e o terceiro um romance, primeiro duma trilogia que se intitula “Mundos Paralelos”. Apresenta agora o segundo volume dessa trilogia, a que deu o nome de "A Flor-de-Lis".


A minha opinião:
Gostei, embora achasse que em determinadas passagens a autora se perdesse um pouco nas descrições.
A autora soube retratar as diferentes épocas passadas no livro, a década de sessenta, sob o regime político de Salazar, passando pelo 25 de Abril de 74, com a Revolução dos Cravos até à Expo 98.

Joana, a personagem feminina principal tinha uma personalidade muito forte. Numa altura em que o país era governado pelos homens e onde as mulheres não tinham voz activa para coisa nehuma, Joana soube impôr-se e singrar na vida.

O livro começa com o início do casamento de Joana com Henrique. Os anos foram passando e devido á vida profissional de Henrique, a ruptura acontece. Joana conhece Afonso, também ele casado, mas tal como ela, num casamento à beira do colapso.
Depois de muitas tempestades, chega a bonanza e Joana e Afonso podem finalmente viver o seu amor.

Em relação ao amor das personagens principais, Joana e Afonso, acho que a autora em determinadas situações repetiu-se e a meu ver, chegou a ser lamechas.

Nos tempos mais próximos, penso ler os outros dois livros da triologia, o primeiro, "O Cuco" e o terceiro e último, "Caminhos".

Ganhei este livro no passatempo do blogue Refúgio dos Livros.

segunda-feira

"O Homem que Comeu o 747" de Ben Sherwood

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Título: O Homem que Comeu o 747

Autor: Ben Sherwood

Páginas: 216

Editora: Publicações Europa-América

Sinopse:
Qual seria a maior prova de amor que faria pela sua cara metade?
A pedra angular deste romance assenta, precisamente, numa prova de amor invulgar e na paixão de dois homens pela mesma mulher.
Numa pequena cidade do interior da América, por amor a uma mulher, um agricultor decide comer, peça por peça, um Boeing 747.
No encalço do apaixonado, encontramos J. J. Smith, juiz do Livro dos Recordes, um homem vulgar à procura de feitos extraordinários. Durante as suas viagens pelo mundo, J. J. cronometrou o beijo contínuo mais longo do mundo, a casca de laranja inteira mais comprida, o maior voo de uma rolha de garrafa de champanhe. Mas nunca testemunhara um grande amor…
Porém, a chegada à pequena cidade vai mudar a sua vida. Willa Wyatt, a paixão do agricultor, é uma mulher muito especial e quando se encontram, o mundo de J. J. cuidadosamente ordenado, sofre uma reviravolta.
Poderão as coisas mais maravilhosas da vida ser medidas?

Uma obra apaixonante onde a força do coração derruba todas as barreiras


Sobre o autor:
Foi jornalista na NBC e da ABC Mews, tendo recebido vários prémios. Publicou artigos no New York Times e no Washington Post. Estudou em Harvard e Oxford, vive com a mulher em Nova Iorque.

A minha opinião:
Há livros que aquelas primeiras páginas são aborrecidas e foi o que aconteceu com este livro. Não me estava a entusiasmar, o melhor que tinha a fazer era pô-lo de lado e ainda bem que o fiz. Quando voltei a pegar nele, na página 41, a leitura tornou-se bastante mais interessante.

Uma história muito bonita sobre o amor e aquilo que se faz por amor.
Wally Chubb tinha apenas 10 anos quando se apaixonou por Willa Wyatt. Nunca conseguiu declarar-se até que ao dia que um Boeing 747 caiu na sua quinta. Pensou que a melhor maneira de chamar a atenção da mulher amada fosse comer o 747.

Como conclusão, transcrevo um excerto, que a meu ver, retrata muito bem, toda a leitura do livro:
«...Nesse Verão, foram batidos muitos recordes em Superior, recordes que são realmente importantes mas que nunca aparecem nos livros, nos jornais ou na televisão. Um homem ajudou o seu melhor amigo a construir uma geringonça mágica para que ele pudesse comer um avião. Uma mulher nunca saiu de ao pé do seu amigo em coma. Um rapaz queria que a sua irmã encontrasse a felicidade, por isso levou o mundo até à porta dela.
No início, eu não reconhecia a grandeza desses momentos mas, afinal, nesta era em que o que é maior é sempre melhor, as pessoas raramente o fazem. Este, creio eu, é o principal desafio. Reconhecer a verdadeira grandeza qauando a vemos. Apreciá-la quando a temos. Acarinhá-la enquanto ela dura.
E é isso exactamente o que Wally e Rose têm feito desde aquele dia no hospital em que ele despertou do seu sono. Eles raramente se separam um do outro e vivem felizes na quinta, Wally está a trabalhar arduamente numa nova ideia: jacuzzis bovinos. Vacas calmas, felizes, são vacas são saudáveis. Assim, ele e o Nate Schoof estão a construir um protótipo no celeiro.
Agora quanto à frase bombástica no início deste livro - esta é a história do maior amor de todos os tempos - o leitor poderá contrapôr Romeu e Julieta, António e Cleópatra, ou talvez a sua própria história pessoal. E é isso precisamente que eu gostaria de salientar. Cada um de nós, até mesmo meros mortais chamados John Smith, pode reclamar o recorde para o maior amor de sempre se conseguir pôr de parte a indecisão e o reconhecer quando o encontrar, puro e verdadeiro.»

sábado

"Almas Gémeas" de Alan e Irene Brogan

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Título: Almas Gémeas

Autores: Alan e Irene Brogan

Páginas: 256

Editora: Edições Asa


Sinopse:
Uma arrebatadora história de amor.
A prova de que a realidade pode ultrapassar a ficção.
Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Eram ambos sensíveis e solitários. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus. A Irene disseram que ele fora adoptado e, embora destroçada, a menina encontrou consolo na ideia de o amigo ter então um lar carinhoso e feliz. Mas a realidade era bem diferente. Abandonado e só, Alan queria apenas dizer a Irene que nunca a esqueceria. Por ela, fugiu vezes sem conta. Foi sempre apanhado e, de cada vez, os castigos foram mais brutais.
Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Nas suas vidas – frequentemente difíceis, sempre solitárias – sabiam faltar algo. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro…
Até que, um dia, quarenta anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los. Relato doloroso de abandono, crueldade e sobrevivência, Almas Gémeas é, acima de tudo, uma história espantosa que confirma uma verdade fundamental: o amor consegue vencer todos os obstáculos.


Sobre os autores:
Alan e Irene Brogan casaram em 2007. Alan trabalha em gestão e Irene é uma feliz e orgulhosa mãe, avó e dona de casa. Residem actualmente em Sunderland, em Inglaterra.


A minha opinião:
Um livro muito comovente.
Ninguém fica indiferente a esta história. Quem lê este livro vive um misto de sentimentos, que vai desde a dor, a revolta, a raiva, para depois chegar à alegria, à felicidade, ao amor.

Duas crianças perfeitamente normais, com vidas normais, de repente vêem as suas vidas viradas do avesso. Alan e Irene perdem a mãe e são obrigadas a irem viver para uma instituição, porque ambas as famílias não têm condições para as criar.
No dia que se cruzam pela primeira vez, ambos decidem que vão ser amigos para toda a vida. Durante meses e escondidos das "tias", vivem uma amizade muito pura e inocente. Mas a sorte não faz parte da vida destas duas crianças indefesas, sem qualquer tipo de afecto, apenas o que nutrem um pelo outro. Uma das "tia" não gosta do que vê, de duas crianças a brincam deitadas na areia da praia. Sem aviso prévio, Alan é "despachado" para outra instituição.
Estas crianças além de sofrerem o desgosto de terem perdido a mãe, a família, sofrem porque são tratadas de forma cruel, onde não há lugar para choros, sem lamentações, ali só têm de obedecer.
A sobrevivência destas duas crianças é o amor que sentem uma pela outra. Esse amor nunca as faz desistir, mas sim, de lutar para  um dia se encontrem e serem felizes.
Esse dia chegou, quarenta anos depois Alan e Irene reencontram-se.

Hoje em dia, diz-se que as crianças ficam traumatizadas porque são contrariadas e estas????? Como ficaram estas crianças que foram criadas em instituições nem o minímo de afecto, de amor, de calor humano????

Alan e Irene conseguiram, dentro do possível, superar os horrores vividos nas instituições por onde passaram porque o amor vence todos os obstáculos.

"Algumas pessoas estão destinadas a ficar juntas".

quinta-feira

Heróis da Língua Portuguesa na Feira do Livro do Porto...

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Os "heróis" reunir-se-ão em magno concílio, no próximo Domingo, dia 12 de Junho, a partir das 19.30h.

Será na Feira do Livro do Porto (Praça Apel) que estes novos heróis da língua marginal(izada) portuguesa discutirão sobre as cousas futuras, presentes e passadas dos chamados registos linguísticos marginais, como é o caso do calão, das gírias ou dos regionalismos.

João Carlos Brito (Porto e coordenador da coleção), Luís Miguel Ricardo (Alentejo), Susete Rodrigues (Madeira) e Ana Catarino (Trás-os-Montes) são os dignos representantes de cada uma das regiões que viu nascer, respetivamente, o Dicionário do Caraças, o Dicionário Parrascana, o Dicionário do Vilhão e o Dicionário do Carai.
Estes são os coordenadores de uma coleção intitulada Heróis à Moda de, vários livros publicados pela Lugar da Palavra, que pretendem contribuir para a preservação deste registos linguísticos marginais, sendo, indubitavelmente, a língua uma das maiores riquezas do património imaterial português.

Heróis à Moda do Porto, Heróis à Moda do Alentejo, Heróis à Moda de Lisboa, Heróis à Moda da Madeira e Francesinhas à Moda do Porto (e ainda Heróis à Moda de Trás-os-Montes, que será lançado para a próxima semana) são os livros que compõem a coleção.

Mas, como nem só de língua vive o homem, os heróis prometem oferecer, no final da conversa, não apenas um Porto de Honra, mas também um Alentejo de Honra, um Madeira de Honra e um Trás-os-Montes de Honra.

Faltará, apenas, o representante do Dicionário Alfacinha que não se poderá deslocar até ao Porto, mas marcará presença através de uma alface e de um pepino, cultivados na periferia da capital, que, crê-se, são de toda a confiança... por enquanto.

Esperamos que quando chegarem aos "... de Honra", os "heróis" presentes se lembrem de brindar também aos ausentes!

quarta-feira

"Segredos" de João Pedro Martins

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Título: Segredos

Autor: João Pedro Martins

Páginas: 120

Editora: Fronteira do Caos Editores Lda


Excerto:

Tu pensaste que era possível sair sempre impune. Não sabias que trair aqueles que de ti gostavam seria motivo da mais dura punição que se pode ter, a privação, a privação de contacto posterior. O castigo mais duro contudo é sempre atribuído aos outros, aos que são traídos. É um duplo sofrimento. Porque são eles que ainda por lá ficam sem explicação e sem remédio. Alguns nunca superam esses males e os fragmentos de vida que os atormenta são de facto mais dolorosos que os do causador de tal situação. Os teus não são mesmo nada maus. Tiveste sempre grande sorte. Mas não te estava reservado mais nada do que aquilo que tiveste. As coisas são como são, ainda te lembras? Um dia resolveste conduzir enquanto ias acabando com uma garrafa de uísque, bebias uma por dia depois de te separares da mulher com quem vivias, seguias a caminho de casa de outra que contigo queria estar, mas não sabias, estavas longe de imaginar que eu já estava a caminho para te capturar, para te dar descanso. Foi isso que aconteceu quando largaste a garrafa de uísque no banco do lado para atenderes o telefone que estava caído a teus pés. Eu estava ali mesmo, na curva seguinte, à tua espera. Já te lembras de mim nos teus sonhos?”


A minha opinião:
Uma leitura leve e muito real.

Este livro conta-nos a história de um grupo de amigos que se encontra todos os sábados à noite. As conversas abordadas são as triviais, como o emprego, a vida, o tempo, os sonhos. Mas um dia, alguém decide atirar para cima da mesa uma pergunta, onde se pretende que cada um se dê a conhecer melhor, ou seja, que se "dispa" e mostre o seu EU interior.

Muitas vezes, damos importância ao que não interessa e não ligamos ao que nos devia de interessar. Deviamos de parar, de pensar, de reflectir, olhar à volta e ver o que realmente é importante na nossa vida.
Os pequenos gestos acabam por se revelar os mais significativos.

Uma viagem ao interior do ser humano.

domingo

"Uma Villa em Itália" de Elizabeth Edmondson

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Autora: Elizabeth Edmondson

Título: Villa Em Itália

Editora: Asa
 
Páginas: 400

Sinopse:
Quatro pessoas aparentemente sem nada em comum vêem o seu nome mencionado no testamento de uma mulher que não conhecem. Quem foi Bea trice Malaspina e porque exige que compareçam na sua villa em Itália? Enquanto esperam pelas respostas, a magia do lugar começa a ex ercer os seus efeitos sobre eles: os frescos desbotados, os jardins exuberantes e a magnífica torre medieval não se assemelham a nad a que já tenham visto. Aos poucos, quatro pessoas que sempre fizeram os possíveis por esconder os seus problemas descobrem que a mud ança - e até mesmo a esperança - é possível. Mas a misteriosa Beatrice tem um segredo que os afectará a todos...


Sobre a autora:
Elizabeth Edmondson nasceu no Chile e cresceu em Calcutá e Londres, antes de ir estudar para Oxford. Divide actualmente o seu tempo entre Itália e Inglaterra. Está casada com um historiador de arte e tem dois filhos.


A minha opinião:
Uma leitura muito interessante.
Este é o primeiro livro que leio desta autora e confesso que gostei muito.  A sua escrita é clara e  transparente, como as águas da praia privada de Villa Dante. O enredo vai-se desenrolando devagar, com um certo mistério, o que na minha opinião, é uma forma excelente de prender o leitor.

"Uma Villa em Itália" conta-nos a história de Beatrice Malaspina que deixa a sua herança a quatro pessoas. estas quatro pessoas não se conhecem entre si, nem conheciam Beatrice e são completamente diferentes umas das outras. Lucius, Marjorie, George e Delia vão contar com ajuda de Jessica, a amiga de infância de Delia para desvendar o mistério, ou seja, descobrir o codicilo e só depois disso é que sabem o que cada um tem a receber da parte da herança que a Beatrice Malaspina lhes deixou.
Um final totalmente inesperado.

Um livro para ler à beira-mar num final de tarde de Verão.

 

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