quinta-feira

"Pedaços de Ternura" de Dorothy Koomson

Publicada por Ana Isabel Pedroso 16 comentários

Título: Pedaços de ternura

Autora: Dorothy Koomson / Tradução: Vera Falcão Martins

Páginas: 448

Editora: Porto Editora

Sinopse:
COMO SE EXPLICAM AQUELES MOMENTOS INESPERADOS DE AMOR?

Kendra Tamale regress a Inglaterra, em busca de um novo começo e uma vida tranquila.

Vinda da Austrália, aluga um quarto a Kayle, pai de duas crianças e separado, e arranja um novo emprego. Mas os gémeos de Kyle, Summer e Jaxon, de seis anos, têm outros planos e rapidamente adoptam Kendra como a sua nova mãe.

Aos poucos, Kendra começa a fazer parte das suas vidas, muito embora esconda um segredo doloroso que a obriga a afastar-se de toda a gente - especialmente das crianças.

Então, Kendra reencontra o homem que partilha o seu terrível segredo e tudo se desmorona. Não consegue dormir, é despedida e a mãe das crianças afasta-as dela. A única forma de remediar a situação é confessar o erro terrível que cometeu há tantos anos atrás - algo que prometeu nunca fazer...

Uma história de redenção, esperança e a descoberta do amor nos sítios mais inesperados.


Sobre a autora:
Dorothy Koomson escreveu o primeiro romance aos 13 anos. Chamava-se There's A Thin Line Between Love And Hate e foi escrito ao ritmo de um capítulo por noite, que depois circulava entre as colegas de escola, todas as manhãs. «E elas adoravam!», confessa. Cresceu em Londres e, mais tarde, durante a faculdade, em Leeds. Acabou por regressar a Londres, para fazer um mestrado, e ficou por lá durante alguns anos. Passou por empregos temporários, até conseguir a grande oportunidade no mundo da escrita, colaborando com várias publicações femininas e jornais nacionais.

Contar histórias e escrever ficção constituem uma enorme paixão na vida de Dorothy Koomson, pelo que foi aproveitando cada segundo que tem para trabalhar em contos e romances. Em 2001 teve a ideia que inspirou O Amor está no Ar, e, com ele, começou uma carreira de romancista, que, segundo a própria, «tem sido espectacular!». Em 2006, publicou o terceiro romance, A Filha da Minha Melhor Amiga – que registou um enorme sucesso, vendendo quase 90 mil exemplares no Reino Unido, só nas primeiras semanas. Cerca de um mês depois, o livro foi seleccionado para o Richard & Judy Summer Reads Book Club e as vendas aumentaram para mais de meio milhão de exemplares. Dorothy viveu dois anos em Sidney, na Austrália, e agora está de volta a Inglaterra, embora não saiba dizer por quanto tempo – diz-se «mordida pelo bichinho das viagens…»


A minha opinião:
Uma leitura muito emotiva.
Dorothy Koomson descreve os sentimentos de uma forma tão real e tão intensa.

É um livro MUITO BOM, onde podemos tirar uma lição de vida. O amor move montanhas e não é o amor de homem/mulher ou o amor de mãe/filho, mas o amor duma mulher por duas crianças, que são lhe são nada e ao mesmo tempo são tudo!

Neste livro, a autora toca num tema delicado e preocupante da nossa sociedade, o alcoolismo. O alcoolismo pode destruir uma vida.

A personagem, a Kendra é uma mulher com características muito defenidas e às vezes um pouco opostas. É simpática, meiga, doce, maternal, mas também é dura, e teimosa.

Este livro começa com a chegada de Kendra a Inglaterra. Com este regresso, Kendra pretende dar início a uma nova vida, longe dos problemas que deixou na Austrália.

De uma forma pouco convencional, Kendra conhece o senhorio e os seus filhos gémeos - saída do banho, com uma toalha enrolada ao corpo. Estas duas crianças, Summer e Jaxon, vão alterar e de que maneira a vida de Kendra.

Kyle, o pai das crianças,é um homem recém separado que vai pedir ajuda a Kendra, para que esta o ajudasse na difícil tarefa de tratar dosm filhos
Ashlyn, a mãe das crianças é uma alcoólatra não assumida. Devido a este problema, várias vezes colocou  a segurança dos filhos em perigo.

Aconselho vivamente a leitura deste livro!



A minha filhota com a autora na Feira do Livro de 2010


quarta-feira

"O Cão e os Caluandas" de Pepetela

Publicada por Ana Isabel Pedroso 1 comentários
Esta leitura foi feita pelo maridão, que é grande fã do autor!



Título: O Cão e os Caluandas


Autor: Pepetela

Editora: Dom Quixote




Sinopse:
Trata-se pois de estórias dum cão pastor-alemão na cidade de Luanda. Também se trata duma toninha, ser toda de espuma, algas como cabelos, que talvez só tenha vivido na minha cabeça.

E na do cão, claro. Será mesmo só isso?


Sobre o autor:
Pepetela nasceu em Benguela, Angola, em 1941.

Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio.
Foi guerrilheiro pelo MPLA, político e governante.
Desde 1984 é professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União dos Escritores Angolanos e a Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde.
A atribuição do Prémio Camões (1997) confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.



A opinião do maridão:
Um livro lido entre a areia da praia e as ondas do mar.

Uma leitura divertida, com algumas cenas cómicas e onde também não podia faltar uma dose q.b. de política.
Este livro foi escrito nos finais dos anos setenta,  inicio dos anos oitenta, retratando as mudanças ocorridas em Angola depois da independência em 1975.

Neste livro podemos ler diferentes estórias da cidade de Luanda em que todas têm um elo de ligação com um cão vadio, de raça pastor alemão.

Em cada pequena estória, o Lucarpa está presente. Ele entra e saí da vida dos persongens, provocando quase sempre um sentimento de desânimo.

Este livro trouxe algumas lembranças ao maridão, como o recordar a sua terra natal, Luanda.



O maridão com o autor na Feira do Livro de 2009

sábado

"Um Passo à Frente" de Colleen McCullough

Publicada por Ana Isabel Pedroso 3 comentários




Sinopse:
Em Holloman, Connecticut, alguém anda a perseguir e a matar adolescentes inocentes.

Num prestigiado centro de investigação de ciências neurológicas, coloquialmente conhecido como "Hug", são descobertas partes do cadáver de uma jovem num dos seus frigoríficos. Rapidamente, o tenente Carmine Delmonico, da polícia local, descobre que têm vindo a ocorrer em todo o Estado uma série de desaparecimentos, todos eles seguindo um padrão semelhante e todos eles com o mesmo final horripilante.

Com as hierarquias de poder do Hug em tumulto e todos os membros do pessoal a esconderem alguma coisa, Delmonico mergulha na vida e no passado de cada um deles. É o maior caso da sua carreira e ele está decidido a resolvê-lo. Mas como se encontra um monstro que não deixa pistas e que está sempre um passo mais à frente?



Sobre a autora:
De origem Australiana, Colleen McCullough começou sua carreira literária com a publicação de Tim, seguido de Pássaros Feridos, um best-seller internacional que bateu todos os recordes.

A história de Roma Antiga é retratada de uma forma excepcional ao longo dos seis volumes que compõem a obra O Primeiro Homem de Roma. Todas as suas obras estão editadas em Portugal pela Difel.

Em 2000 recebeu o Scanno, o mais importante prémio literário italiano, pela obra A Viagem de Morgan. É hoje uma das 100 pessoas designadas como Tesouros Nacionais Vivos da Austrália.

Actualmente vive com o marido na Ilha de Norfolk, no Pacífico Sul.



A minha opinião:
Quando iniciei a leitura deste livro fiquei um pouco desanimada. Não estava a gostar do livro.
Cheguei mesmo a procurar ler opiniões dos livros desta autora...eram todas BOAS! E como ainda não estava satifeita, contactei uma amiga do BC para me dizer se valia a pena continuar a leitura do livro. A resposta dela deixou-me ainda pior, o livro é excelente.
Decidi colocar o livro em último lugar na pilha de livros que tenho para ler nas minha mesa de cabeceira.

Depois de terminar as outras leituras ("Jogo de Mãos" da Nora Roberts; "Um homem com sorte" de Nicholas Sparks; "Uma Pedra Sobre o Rio" de Margarida Fonseca Santos,  "Frágil" de Jodi Picoult, "O Novo Membro" de Bruno Franco e "O Silêncio dos Teus Olhos" de Hugo Girão),  resolvi dar uma segunda oportunidade a este livro e ainda bem que o fiz!

Voltei a ler do início, para ver se "entrava" na história. 
Li as primeiras páginas e deu-se o clique, toda aquela trama estava a deixar-me entusiasmada.
As páginas finais são SURPREENDENTES!!!!

Quero ler mais livros desta autora!

Resumo:
Aparece um corpo dentro de um dos frigorificos do Centro de Ciências Neurológicas. A policía local é chamada ao local do crime. O tenente Carmine Delmonico é o policía encarregue da investigação.

Todos os trabalhadores do Centro são chamados para depôr.
Tantos depoimentos e nenhuma pista., até ... não vou desvendar o melhor ;)
(Obrigada catiaborboleta!!!)
                                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                            

quarta-feira

"O Silêncio dos Teus Olhos" de Hugo Girão

Publicada por Ana Isabel Pedroso 1 comentários


Título: "O Silêncio dos Teus Olhos"
Autor: Hugo Girão

Editora: Fronteira do Caos Editores
Páginas: 110
Categoria: Romance




Sinopse:
O Silêncio dos Teus Olhos é uma homenagem às mulheres e um hino à vida. Um livro intimista e de grande intensidade, em que o autor explora com elegância e mestria, sentimentos e sensações que nos encantam, comovem e fazem pensar.


Excerto:
«O silêncio dos teus olhos... Os teus olhos, que eu tanto admirava, não falavam comigo….

– “Sabes... Tenho saudades daqueles tempos em que as palavras não precisavam de ensaio... Tanto tempo perdido em guerras que agora não importam absolutamente nada... Eu tinha tanta coisa para te dizer... Tu não me ouvias... Eu não te queria ouvir porque dizias tanta coisa da boca para fora... Quando falavas daquele modo abrias feridas incuráveis. Nenhum de nós tinha razão... Agora apenas oiço o barulho destas malditas máquinas que te mantêm com vida... Agora apenas consigo ouvir o som do teu silêncio...

Gostaria de ouvir a tua voz, nem que fosse para... Somente gostaria de voltar a ouvir a tua voz!”

Sentei-me ao teu lado e agarrei a tua mão à espera de uma resposta...»


Resumo:

Este livro conta-nos a história de um casal comum dos nossos dias, que tem os seus momentos altos e os seus momentos baixos.
Este casal é abençoado com a chegada de um filho.
De repente, passam de um estado de euforia para o desgosto mais profundo que qualquer pessoa possa ter, perder um filho.
Ambos têm dificuldade em lidar com o desgosto. Mas com o apoio da família, estes pais conseguem superar o desgosto e seguir em frente.


A Minha Opinião:
Uau! Que leitura! Uma leitura que nos perturba, mas que ao mesmo tempo nos comove...algumas vezes, senti os meus olhos ficarem completamente rasos de água...

Este livro foi uma verdadeira surpresa.
Nada do que li sobre este livro, foi comparado com o que senti...foi algo...divino...

Não consigo dizer mais nada...leiam o livro. Vale a pena. Não preciso de dizer mais nada, o livro fala por si

Obrigada Hugo Girão.

(Obrigada Sofia por mais um excelente empréstimo!)

terça-feira

Selo - ESTE BLOG VALE A PENA OLHAR

Publicada por Ana Isabel Pedroso 1 comentários

As regras:

1 - Colocar o selinho no respectivo blog e dizer quem o ofereceu.
A Carlinha do blog "A estrela que brilha no céu :)

2 - Responder à seguinte pergunta.
Porque é que vale a pena olhar "A estrela que brilha no céu:)"?
Entrar no blogue da Carlinha é sempre uma lufada de ar fresco!

3 - Oferecer o selinho.
A todos aqueles que me visitam!

4. Comentar o blog da criadora.
"A  estrela que brilha no céu :)"
[Carlinha, Muito Obrigada :) ]

quarta-feira

"O Novo Membro" de Bruno Franco

Publicada por Ana Isabel Pedroso 3 comentários


Título: O Novo Membro
Autor: Bruno Franco
Tipo: Mistério
Páginas: 345
Editora: CORPOS Editora 




Sinopse:
Nos arredores de Almada dava-se o primeiro passo para uma terrível e surpreendente fase em Portugal. Alex, uma pessoa bastante peculiar, desejava ardentemente ingressar numa determinada e também ela peculiar sociedade secreta, que estava ainda em crescimento, mas que tinha grandes ambições e potencialidades. O líder, Ferro, impôs uma condição: Alex teria de passar por uma missão muito perigosa e sangrenta, para provar a sua lealdade, coragem, inteligência e determinação. Era uma missão assustadoramente bem organizada, e eles sabiam que nem o aclamado detective Rodrigo Tavares seria capaz de os apanhar.

Durante a investigação, Rodrigo Tavares depara-se com um número escrito com impiedosas facadas numa das vítimas que o transporta para algo bem mais perigoso e grandioso do que à partida se supunha.

.................................-311-.............................

Este número aparentemente inofensivo escondia uma terrível verdade e fê-lo perceber que os assassinatos não eram aleatórios, e que o elo de ligação entre as vítimas, mestriamente escondido, revelava-se ser catastrófico para ele mesmo.

Num policial cheio de acção e emoção, e com a ajuda de dois agentes da PSP e do seu parceiro da PJ, Rodrigo perseguirá Alex até ao fim, e tentará fazer o que eles acreditam ser impossível até para o mais astuto e inteligente dos detectives portugueses.
 
Sobre o autor:
Bruno Franco tem 19 anos, é estudante universitário, pratica natação de competição e é escritor.


Resumo:
No prólogo, ficamos a saber que Alex pretende ingressar numa sociedade secreta e para que tal aconteça, tem de matar.

Durante o tempo em que se desenrola a acção do livro, ocorrem três homicídios. No primeiro homicídio, a única pista deixada pelo assassino é o facto da vitíma ser negra. Um fio de cabelo e um poster com um símbolo são as únicas pistas que Rodrigo tem para o segundo homicídio. Por último, o terceiro crime executado por Alex, as pistas são os números 3 1 1 marcados na barriga da vitíma.

Rodrigo Tavares, um detective muito conceituado na PJ de Setúbal vai ter a díficil tarefa de deslindar estes homicídios tão complexos, para isso ele conta com ajuda de dois polícias da PSP do Laranjeiro, o Fonseca e o Horta.

Ao longo da trama também vamos poder conhecer o Óscar Rodrigues, um professor primário e excelente conhecedor da História.

Perto do final, vamos ter uma surpresa e que surpresa!



A minha opinião:
Uma escrita muito fluída.

Gostei da descrição que o autor faz dos locais das cenas - que normalmente se situam na rua, o que permite ao leitor uma visualização concreta dos sítios importantes onde esta história ganha vida.

Neste livro, não contamos só com o suspense em volta dos homicídios, mas também, aprendemos um pouco de Física, de História e como cuidar do nosso planeta.

Gostei, particularmente, quando o autor nos descreve a paisagem do Parque Eduardo VII e a origem do seu nome.
Depois, quando Óscar, recorda aos seus alunos, os cuidados a ter para mantermos o nosso planeta saudável. E por fim, ainda com o Óscar, ficamos a saber como nasceu a Ku Klux Klan, uma organização que nasce no século XIX e o seu propósito era eliminar os negros.

A grande mensagem deste livro é abolirmos o racismo. Brancos, pretos, amarelos, vermelhos, ou seja lá a cor que tiver, somos todos iguais!

A cena no Fórum Almada, onde Rodrigo e Carmen se conhecem podia ter sido mais natural e mais explorada.

Nos diálogos, nota-se a juventude do autor. Por outro lado, poderá ter sido uma forma de suavizar as acções mais pesadas cometidas por Alex, o Queimador.

O final do livro fica um pouco em aberto, o que nos faz supôr que terá uma continuação.

Tenham atenção a este nome ... Bruno Franco, um jovem autor em crescimento!

domingo

O meu blogue!!!

Publicada por Ana Isabel Pedroso 4 comentários
O meu blogue está entre os melhores do Brasil!


terça-feira

"Frágil" de Jodi Picoult

Publicada por Ana Isabel Pedroso 12 comentários


Título: Frágil
Autora: Jodi Picoult / Tradutora: Ana Figueira
Tipo: Romance

Páginas: 498
Editora: Civilização Editora


Sinopse:
Quando Willow, filha de Charlotte e Sean O’Keefe, nasce com osteogénese imperfeita (uma forma grave de fragilidade óssea), os pais assumem que a criança terá uma vida de dor e incapacidade perante a perspectiva de poder sofrer várias fracturas com o avançar da idade devido à doença.

A família tem enormes dificuldades para fazer frente às despesas mensais por causa dos altos gastos médicos, e Charlotte acha que encontrou uma solução para o problema : Ela pode processar o obstetra por negligência – por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar, o que garantiria uma indemnização e Willow teria assim uma atenção útil para toda a vida.
Mas isso significa que Charlotte terá que explicar diante do tribunal que teria abortado se soubesse com antecedência da deficiência de sua filha, palavras que o seu marido não suportaria ouvir, estando também em causa uma profunda amizade que Charlotte nutre pela obstreta que acompanhou a sua gravidez.


Sobre a autora:
Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês.

Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.


Resumo:
Charlotte e Sean O'Keefe têm uma filha, a Willow, que sofre de osteogénese imperfeita.

Osteogénese imperfeita é uma doença dos ossos de origem genética. Os pacientes com esta enfermidade nascem sem a proteína necessária (colagénio) ou sem a capacidade de a sintetizar. Uma vez que o colagénio é um importante componente estrutural dos ossos, estes tornam-se anormalmente quebradiços.

Sentindo-se impotente face às necessidades urgentes da filha, como uma nova cadeira de rodas, tratamentos que possam melhorar a sua qualidade de vida, Charlotte processa a sua obstetra, que por acaso é a sua melhor amiga - ela tem de dizer em tribunal que se a OI tivesse sido diagnosticada numa fase inicial da gravidez, poderia ter optado por abortar.

Durante o processo judicial, Charlotte também se vê confrontada com o pedido de divórcio do marido e a bulimia de Amélia, a sua filha mais velha.

Charlotte ganha a batalha porque tanto lutou, recebendo oito milhões de dólares, mas sente-se vazia e com um aperto no peito. Acho que pressentia que algo ia acontecer...

A minha opinião:
Acabei.
Nem sei o que possa dizer. As leituras desta autora são sempre difíceis de digerir. Os sentimentos são contraditórios, como a alegria/tristeza, amor/raiva, ânimo/desalento...
As últimas páginas foram dificéis...as lágrimas teimam em saltar.

O título Frágil pode ter dois sentidos, um, devido a ser doença nos ossos, em que estes se partem, mesmo a dormir e o outro, em relação às emoções que todas as personagens envolvidas com a portadora da doença sentem.
Tal como no livro "Para a Minha Irmã", autora  deu voz as todas as personagens intervenientes na história como narradores.

Sendo mãe, "sofro" com as leituras desta autora. Os temas que autora  aborda nos livros são sempre temas que nos fazem reflectir e questionar «Se fosse comigo, o que é que eu faria?»


Excerto da página 478:
«Há um preço para tudo. Podemos ter uma bebé linda, mas ficamos a saber que tem uma incapacidade. Movemos céus e terra para fazer essa criança mais feliz, mas deixamos o nosso marido e a nossa filha tristes. Não há nenhuma balança cósmica onde possamos pesar os nossos actos; aprendemos demasiado tarde quais as escolhas que estragam o equilíbrio frágil.»


Excerto da página 479:
«...Mas o amor não é sacríficio, nem é ficar aquém das expectativas de outra pessoa. Por definição, o amor torna-nos mais do que razoavelmente bons; redefine a perfeição para incluir as nossas características, em vez de excluí-las.


Tudo o que queremos é saber que contamos para alguma coisa. Que a vida de alguém não seria tão rica sem a nossa presença....»


Excerto da página 497:
«O resultado desta receita é uma obra de arte se conseguirmos seguir a preparação complicada. O mais importante: manusear tudo com cuidado. Esta sobremesa, tal como tu, desaparece muito depressa, tal como tu, é incrivelmente doce.»
 

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