sexta-feira

"Memórias de Gente Vulgar" de Armando Graça

Publicada por Ana Isabel Pedroso

Sinopse:
Memórias de Gente Vulgar leva-nos a fazer uma viagem das origens do autor aos dias de hoje (1945 - 2010).
Como o título deixa antever, não há aqui berços de ouro nem se trata de desfilar sucessos, bem pelo contrário. Revelam-se aqui como enfrentaram as dificuldades de muitos dos portugueses nascidos logo após a II Guerra Mundial. E dá-se conta de como a procura de vidas melhores dá lugar a infâncias conturbadas.
Entra-se em África, pela Baía de Luanda, retendo cheiros, cores e sabores de um novo mundo.
Relatam-se aventuras e desventuras de prematuros empregos.
E sentem-se...
Sentem-se servidões, colonialismos e recismos oficialmente desmentidos.
Sentem-se alguns dos terrores que deram lugar a nova fuga, então apelidada de "retorno"...
Sentem-se as aventuras de quem volta ao seu país e se acha no estrangeiro, seja porque é mesmo assim, seja porque a Revolução dos Cravos agitou alguma coisa...
Sentem-se, ao longo das várias décadas, governos que desgovernam, empresas geridas para afundar e pessoas que não se comportam como tal...

Mas sente-se, acima de tudo e apesar de tudo, um constante fazer pela vida...

...ou talvez não!


Sobre o autor:
Para saber quem sou, leiam o livro "Memórias de gente vulgar".
Salvo detalhes de natureza privada, está lá tudo...


A minha opinião:
Este livro conta-nos a história de vida de um cidadão anónimo que depois de concluir o trabalho do 12º ano pelas Novas Oportunidades decidiu transformá-lo em livro. E em boa hora o fez!
Este cidadão anónimo dá-se pelo nome de Armando Graça e é uma verdadeira revelação no mundo da escrita.

Ao escrever a sua história de vida, Armando Graça fê-lo sem qualquer preconceito, contando os bons momentos como também, os menos bons. Em cada página lida, vamos tendo conhecimento que a vida deste homem não foi fácil. Foi um homem que nunca baixou os braços, a perservença foi o seu lema.
É uma história de vida que pode servir de inspiração e até mesmo de exemplo. O Armando Graça é um homem íntegro, os valores passados pelos pais nunca foram esquecidos.

Enquanto lia o livro, e perante a situação actual do país, pensava para os meus botões, se fosse o Armando Graça a governar Portugal...era bom ter assim um Primeiro-Ministro, um homem honesto, um homem culto, um homem que gosta de ajudar o próximo...

Aqui vai um recado para o  Armando Graça... já pensou em candidatar-se a algum cargo político...?

3 comentários:

Armando Graça on 07:42 disse...

Cara Amiga (com letra grande!)

Sobre a política, pensei sim senhora! E o resultado pode ver-se em algumas passagens das minhas memórias: A experiência sindicalista e as aventuras folclóricas e clubísticas!!! Já reparou que ninguém está interessado em gente honesta nessas funções? Ora na política isso é ainda mais notório!!! Se eu me metesse nisso era trucidado em três tempos! Por muito menos que isso, coleccionei aqui onde vivo alguns "ódios de estimação" e já fui vitima de tentativas de agressão! POLÍTICA???
É caso para dizer, apesar de me considerar ateu:

DEUS ME LIVRE!!!

Muito obrigado pelas palavras simpáticas!

BEM HAJA!

Maria Eugenia Ponte on 18:03 disse...

Eu ainda não cheguei a meio do livro (ainda não cheguei à parte em que fala de Alenquer mas deve faltar pouco...) e estou francamente surpreendida com a escrita de Armando Graça.
Um escrita de leitura fácil, sincera, genuína, que nos faz bem.
Nesta sociedade actual, de fachada e de mentira, é bom saber que existem pessoas de bem e que não têm problemas em mostrar que o são.
OBRIGADA, Armando Graça, por me ter dado o previlégio de o conhecer e de o ler.

Ana on 14:34 disse...

Armando, infelizmente este mundo está cheio de gente desonesta e é muito bom irmos vendo que à nossa volta, ainda há gente honesta.
Eu é que agradeço os bons momentos que passei na "sua companhia".

Gena, vais chegar ao final do livro e desejares que a história continue.

 

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