terça-feira

Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente" de Daniela Pereira, João Pedro Duarte e Pedro Miguel Rocha., Miguel Almeida

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Título: Já Não se Fazem Homens como Antigamente

Autores: Daniela Pereira, Pedro Miguel Rocha, Miguel Almeida, João Pedro Duarte

Páginas: 176

Editora: Esfera do Caos

Coleção: Esfera Contemporânea
 
 
Sinopse:
Lá diz o povo que rir é o melhor remédio. E que a brincar se dizem as coisas sérias. E também as patetices, se tudo correr pelo melhor. Este livro levanta assim questões fundamentais para o futuro da humanidade: Os velhotes não deveriam ter o Viagra comparticipado pelo SNS? Se as pessoas das relações virtuais fossem assim tão interessantes estariam mesmo nos chats? Não seria já altura de perdermos a vergonha e abastecermos a nossa despensa de artigos da Sex Shop? Estas histórias falam sobre o prato principal, o Amor, isso é garantido! Mas com o acompanhamento de outros sabores como a ilusão, a obsessão, ou a tão portuguesa saudade, num registo humorístico, sentimental e despretensioso.


Sobre os autores:

Daniela Pereira
Autora dos livros "Cortar as palavras num só golpe" (2005), "Afectos Obsessivos: A poesia curiosamente sem açúcar" (2007) e "Nas águas do verso - 100 autores - 100 poemas (2008).

João Pedro Duarte
Nasceu a dois passos do Chapitô e do Castelo de São Jorge. Era a banda gótica The Cure que lhe enchia os ouvidos quando andava no Liceu de Oeiras. Licenciado em Psicologia, cedo demonstrou interesse por uma área menosprezada, a Psicologia Transpessoal de Carl Jung, que aborda o fenómeno da parapsicologia. Foi Monitor de Educação de crianças internadas em IPSS. Trabalhou com crianças autistas na APPACDM. Vive no centro histórico de Lisboa e já não prescinde da vista panorâmica sobre o rio e das calçadas mouriscas. Cruzou-se entretanto com diversos artistas, cantores, fotógrafos, artesãos e escritores e com eles criou cumplicidades indestrutíveis.

Miguel Almeida
Miguel Almeida nasceu em Rãs, pequena aldeia do distrito de Viseu, em 1970, e fez o ensino básico e secundário em Sátão. Este é o seu terceiro livro publicado, depois de Um Planeta Ameaçado: A Ciência Perante o Colapso da Biosfera (Esfera do Caos, 2006) e A Cirurgia do Prazer: Contos Morais e Sexuais (Esfera do Caos, 2010). Licenciado em Filosofia (Variante de Filosofia da Ciência) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também fez o Mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente, exerce actualmente funções docentes na Escola Secundária Cacilhas-Tejo, em Almada. Vive na Costa da Caparica, com a mulher, Carla, e o filho, Gabriel, na proximidade poética da família e do mar. Está já a preparar futuros livros, nas áreas da prosa de ficção e da poesia.

Pedro Miguel Rocha
Licenciou-se em Ensino de Português e Inglês em 1997. Complementou a sua formação académica, em 2006, com uma Pós- Graduação em Ciências da Informação e da Documentação. Para além da escrita, gosta de ler, de viajar, de caminhar pela Natureza e de apreciar um céu primorosamente estrelado. Obras publicadas: Juntos Temos Poder (2009); Chegámos a Fisterra (2010); Já não se fazem Homens como antigamente (2010, em co-autoria).

A minha opinião:
Um livro lido na altura certa. Um livro bem divertido onde podemos encontrar personagens bem características como a Clara e o casal Solidónio e a dona Maria da Encarnação.

Quatro contos. Quatro autores. E divertimento a multiplicar por quatro.

Já não se fazem homens como antigamente, lá isso é verdade, mas não são só os homens, as mulheres também já não são como as de antigamente, assim como a sociedade. Em alguns casos passámos do oito para o oitenta...

A realidade nua e crúa está bem retratada neste excelente livro de humor.

"Rir é o melhor remédio!"

segunda-feira

"O Perfume da Savana" de Ludgero Santos

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Título: O Perfume de Savana

Autor: Ludgero Santos

Páginas: 376

Editora: Pé de Página Editores


Sinopse:
Situado nos tempos em que África era uma colónia portuguesa, o presente romance espelha com intensidade os fascínios desta terra quente e inebriante e centra-se numa história de amor entre dois jovens que tudo ultrapassam para viver um amor proibido.

Ao mesmo tempo que este livro se constitui como retrato de uma época, evidenciando os seus traços culturais e, em particular, a forma como mulher é socialmente vista, ele conduz o leitor aos meandros da natureza humana e à filigrana dos sentimentos que dão cor à memória e tornam a vida uma intensa e enigmática aventura.


Sobre o autor:
Ludgero Nascimento dos Santos nasceu em 1940 numa pequena aldeia lá no sopé da grande serra. Imerso entre mulheres - mãe, duas avós, quatro tias, duas irmãs.
Posteriormente teria outra -, a única figura masculina era o seu avô, austero com elas, terno com ele.
Aos quatro anos embarcou com a mãe e as irmãs no "Mouzinho de Albuquerque" a caminho de Angola, onde se juntaram a seu pai. Aí a infância foi feliz até perder duas irmãs, a mais nova e a mais velha; a primeira por doença, a segunda num acidente de viação.
O primeiro emprego dos catorze que teve na vida conseguiu-o numas bombas de gasolina. Foi ajudante de mecânico, pescador, descascador de batatas, ajudante de cozinheiro, condutor de camiões, tractorista, electricista, soldador, mecânico de máquinas, armazenista e, por vezes, desafiava o rio na pesquisa de diamantes. Foi chamado a combater na Guerra Colonial, jogou futebol, casou e teve duas filhas.


A minha opinião:
Quando vi a capa deste livro num escaparate de uma livraria, lembrei-me que tinha lido algo sobre ele. Voltei a pegar no livro e li a sinopse. Era isso mesmo, o livro falava de Angola, a terra do meu marido. Bastou-me isso para querer lê-lo.
A seguir, sentei-me numa esplanada e decidi passar uma vista de olhos pelas primeiras páginas. Foi um erro. Mas um bom erro porque não fui capaz de o largar.
Há livros assim, apoderam-se do leitor. Com uma extrema facilidade tomam o lugar da leitura do momento, que por acaso estava a ser bastante divertida.
As primeiras páginas deste livro são um excelente aperitivo para o que vamos ler.
A escrita do autor é leve, suave, delicada, cuidada. Fiz a comparação da escrita do autor com um pintor. O pintor quando pinta coloca toda a sua alma  no quadro e consegue-se ver muito mais além do quadro. Ludgero Santos consegue ser assim,  transparente. Os cheiros, as cores, as paisagens, os animais, tudo é tão sentido, tão real.
 
O Perfume da Savana conta-nos uma história um enorme amor entre um homem e uma mulher no Continente Africano, mais propriamente em Angola.
O autor começa por descrever uma cena, poderemos dizer, nos dias de hoje, embora ele situe a acção em 2004 e o livro foi editado em 2008, o que pode querer dizer que demorou algum tempo a escrever e depois a editar. 

Esta cena passa-se no verão, num final de tarde, numa praia da zona do Algarve.
Um grupo de casais falam das novas tecnologias. Ao fim de algum tempo, Daniel, o personagem central, decide meter conversa com o grupo de casais e contar como era nos anos cinquenta e em Angola.
 
A partir daqui não conto mais. Não pretendo tirar o sabor da aventura que se sente ao ler esta linda história de amor...que até pode ser real...

"Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio." - Shakespeare

domingo

"A Mulher do Capitão" de Ludgero Nascimentos dos Santos

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Estando completamente rendida à escrita e às histórias de Ludgero Nascimento dos Santos, não resisiti e hoje ao passar perto de uma Fnac,  trouxe o que será a minha próxima leitura.

sábado

Selinho - este blog é nota 1000

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Obrigada Fadinha pelo teu carinho.

Uma das regras para receber o selinho é falar dez coisas sobre mim...detesto falar sobre mim...
- Sou muito exigente comigo e com os outros, mas penso que estou a melhor...aprende-se com a idade;
- Quando gosto, gosto, mas às vezes,  sofro uma decepções;
- Sendo balança de signo e ainda por cima com ascendente também em Balança, o que quer dizer que sou Balança ao quadrado, gosto da justiça!
- Sou viciada em livros, aliás, nunca saio de casa sem levar um livrinho dentro da mala;
- Gosto de cozinhar na minha Bimby;
- Detesto todas as tarefas de casa, como limpar pó, aspirar, fazer camas, passar a ferro...
- Cuido das minhas amizades, até mesmo as amizades virtuais, que já vão sendo algumas;
- Sou muito determinada;
- Todos os dias, faço por ter o momento zen...ler um livro deitada na minha cama, sem qualquer barulho à minha volta;
- Por último e o mais importante na minha vida, a minha filhota e o meu marido, eles são o meu porto seguro.

Agora deveria de seguir a regra e indicar dez blogues merecedores deste selinho, mas vou passar à frente e oferecê-lo a todos os meus seguidores e agradecer. Obrigada por existirem, pois sem vocês, este blogue não fazia sentido!

Excelente comparação

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«Talvez fosse um pouco mais velha, uns quarto ou cinco anos, porque havia no seu rosto algumas rugas a mais do que no dela. E as rugas são as melhores informadoras da idade de uma pessoa. São quase como os códigos de barras dos produtos do supermercado, que nos indicam todas as características dos produtos que enfiamos no cesto.
As rugas são os nossos códigos de barras, porque naquelas linhas disformes está marcada toda a nossa vida, sem direito a omitir os dias menos favoráveis. Está tudo lá registado e bem visível aos olhos de todos, num simples franzir de testa

Página 16 do livro "Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente" de Daniela Pereira, João Pedro Duarte, Miguel Almeida e Pedro Miguel Rocha.

Uma comparação que faz todo o sentido.

quinta-feira

A minha caixa do correio

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Hoje de manhã, por volta das 10:30h, alguém tocou à campanhia. Perguntei quem era e do outro lado, ouvi dizer: «é o carteiro e tenho um envelope grande que não cabe na caixa do correio. Posso subir?» «Sim», respondi.
Quando abri o envelope, já sabia que eram os livros que eu tinha encomendado ao autor Miguel Almeida. Dentro de cada livro, logo na primeira página uma simpática dedicatória para mim.

Este primeiro livro, "Já Não Se Fazem Homens Como Antigamente" foi escrito por quatro autores, Daniela Pereira, João Pedro Duarte, Miguel Almeida e Pedro Miguel Rocha.



Este segundo livro, "A Cirurgia do Prazer" foi escrito pelo Miguel Almeida.


Resta-me dizer, que serão as minhas próximas leituras.

Boas Leituras ;)

quarta-feira

"O Lobo de Wall Street" de Jordan Belfort

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Título: O Lobo de Wall Street

Autor: Jordan Belfort

Páginas: 632

Editora: Editorial Presença

Coleção: Vidas D´Escritas



Sinopse:
Esta é a autobiografia de Jordan Belfort, o então jovem corretor de Wall Street que nos anos 90 se sobrepôs à lógica da economia, manipulou o mercado bolsista e ganhou uma fortuna incalculável. Uma história verídica e fulgurante, escrita num registo confessional a que não é alheio um apurado sentido de humor, onde Belford relata ao pormenor a sua ascensão prodigiosa e queda inevitável. Chamavam-lhe «O Lobo de Wall Street», e a própria máfia colocou operacionais na sua empresa para aprenderem com os seus métodos. Uma leitura actual e aliciante que nos dá a conhecer os meandros do universo da bolsa nova-iorquina.

Sobre o autor:
Jordan Belfort, nasceu a 9 de Julho 1962, em Queens, Nova Iorque. Foi um dos mais implacáveis corretores de Wall Street e acabou por ser preso por actos de manipulação do mercado bolsista.
A sua autobiografia tornou-se um bestseller, estando traduzida em cerca de quarenta países; será brevemente adaptada ao cinema pelo realizador Ridley Scott, com Leonardo DiCaprio como protagonista.


 
A minha opinião:
Há algum tempo que andava atrás deste livro e numa das minhas pesquisas pela biblioteca, encontrei-o.

Uma excelente autobiografia escrita pelo próprio. Jordan Belfort despe a pele de lobo de Wall Street e sem qualquer preconceito conta toda a sua história.

O livro inicia-se com a entrada do jovem Jordan na sala de correctagem da Wall Street pela mão de Mark Hanna. Depois pelo divórcio com a primeira mulher, o casamento com a segunda, o nascimento dos filhos, a criação da Stratton Oakmont, uma firma de investimentos e todo o estilo de uma vida cheia de excessos. Todo o ambiente vivido na sala de correctagem era sem limites, ali, tudo era permitido. Por último, assitimos ao seu  internamento numa cliníca de reabilitação. Este internamento é feito conta a sua vontade, isto porque, não admite que precisa de ajuda para deixar a dependência das drogas. E finaliza com a sua detenção e todos aqueles que estiveram envolvidos no negócio de branqueamento de capitais.

"Uma autobiografia que se lê como um romance" - Publishers Weekly

sexta-feira

"Por um dia mais" de Mitch Albom

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Título: Por um dia mais

Autor: Mitch Albom

Editora: Estrela Polar

Páginas: 204

Sinopse:
O que faria se tivesse uma oportunidade, uma única, de voltar atrás e corrigir algo que fez de errado?

POR UM DIA MAIS narra o percurso de Charles Benetto, um ex-jogador de basebol destruído pelo álcool e pelos seus fantasmas interiores. Depois de perder o seu trabalho e a família, desiludido e tomado por uma profunda tristeza, Charles decide suicidar-se, mas até nisso falha. Dirige-se então à casa da sua infância, onde acaba por ter uma incrível surpresa: a sua mãe, já falecida, reaparece, agindo como se nada tivesse acontecido.

O que se segue é aquele dia “a mais” que todos nós tantas vezes desejámos, para fazer as pazes, explicar segredos de família, repensar escolhas e, mais do que tudo, perdoar e ser perdoado.

Com sensibilidade e delicadeza, Mitch fala neste livro sobre o poder do amor, fazendo-nos viajar nas memórias de Charles, um filho como qualquer um de nós - ocupado demais, cansado demais, ausente demais - que se vê diante da única oportunidade de se salvar a si mesmo


Sobre o autor:
Mitch Albom é um premiado jornalista, argumentista, dramaturgo, músico. É também autor de vários livros, todos eles esmagadores best-sellers internacionais publicados em quarenta e quatro países. As Cinco Pessoas que Encontramos no Céu é o seu primeiro romance e foi um êxito imediato, tendo passado longos meses nos lugares cimeiros das listas de best-sellers do New York Times. O autor fundou três instituições de caridade e subsidia projectos de literacia. Foi eleito «Figura do Ano» pelo National Hospice Organization em 1999.





A minha opinião:
Extraordinário. É o melhor adjectivo que consigo encontrar para descrever esta leitura.

Na capa, por baixo do título,  podemos ler...Comovente e perturbador, um livro que fala directamente ao seu coração e que faz acreditar no infinito poder do amor de uma mãe.
É verdade, neste livro podemos sentir isso mesmo e quando se diz, que não há amor maior, que o amor de mãe, também verdade. Ainda nem sequer lhe conhecemos a cara e já amamos tanto aquele ser dentro de nós.

Durante a leitura deste livro, dei por mim a fazer algumas reflexões e cheguei a uma conclusão. Conclusão essa que devemos aproveitar todos os momentos, sejam eles pequenos ou grandes, mas que sejam vividos intensamente.
E não pensem que é um livro de auto-ajuda, nem nada que se pareça, mas que nos obriga, sem mesmo termos essa intenção, de reflectir sobre a nossa vida.



Com três letrinhas apenas,
se escreve a palavra mãe.
E é das palavras pequenas,
a maior que o mundo tem!





(Obrigada Cris pelo excelente BookRing!)

quarta-feira

Conversas Fantásticas II

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Os jovens escritores Fábio Ventura, Samuel Pimenta e Milene Emídio voltam a encontrar-se para mais uma edição do Conversas Fantásticas na FNAC Alfragide, dia 17 de Julho, pelas 16h.

Muitos dos fenómenos literários do género fantástico tiveram início com a adaptação de livros ao cinema e muitos dos sucessos do cinema só foram possíveis graças ao "boom" de algumas obras literárias. Harry Potter, Twilight e Senhor dos Anéis são só alguns exemplos.

Este ano, o Conversas Fantásticas II partirá dos sucessos do mundo do cinema, da literatura e dos videojogos para uma tertúlia sobre de que forma tudo isso influencia a escrita dos três jovens escritores portugueses convidados.

terça-feira

"Falsas Impressões" de Jeffrey Archer

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Título: Falsas Impressões

Autor: Jeffrey Archer

Páginas: 334

Editora: Europa-América



Sinopse
Um thriller envolvente passado no mundo da arte 240 mil exemplares vendidos na 1.ª semana no Reino Unido.
Porque foi assassinada uma mulher na noite anterior ao 11 de Setembro?
Porque não ficou surpreendido um banqueiro nova-iorquino ao receber a orelha esquerda dessa mulher na manhã seguinte?
Porque trabalha um bem-sucedido advogado apenas para um cliente sem receber honorários?
Porque terá uma perita em arte roubado o Auto-Retrato Com a Orelha Ligada, um dos quadros mais famosos de Van Gogh?
Por que razão uma ginasta olímpica recebe um milhão de dólares por missão sem ter sequer uma conta bancária?
Porque continua uma mulher a trabalhar como secretária temporária depois de ter herdado uma fortuna?
Porque está uma condessa inglesa disposta a matar o banqueiro, o advogado e a ginasta, arriscando-se a passar o resto dos seus dias na prisão?
Porque está disposto um magnata japonês a entregar 50 milhões de dólares a uma mulher com quem apenas se cruzou uma vez na vida?
Porque está um agente do FBI a tentar deslindar as relações entre estas oito pessoas aparentemente inocentes?
Falsas Impressões leva-o numa viagem empolgante pelos meandros da arte, de Nova Iorque a Tóquio, de Londres a Bucareste e a uma recôndita aldeia inglesa onde o mistério do último quadro de Van Gogh será finalmente revelado.


Sobre o autor:
Escritor e político inglês, Jeffrey Archer nasceu em 1940, em Weston-super-Mare. Frequentou a escola de Wellington, em Somerset, onde os seus feitos atléticos despertaram a atenção dos seus professores, que o conseguiram inscrever na equipa olímpica britânica como corredor de cem metros.

Em 1963 ingressou no Brasenose College da Universidade de Oxford, de onde recebeu um diploma em Educação Física em 1966. Aí conheceu também Mary Weedon, que se viria a tornar, não só professora catedrática de Química, como sua esposa.

Em 1968 Archer fundou uma empresa de relações públicas, que lhe trouxe uma pequena fortuna. No ano seguinte foi eleito membro do Parlamento pelo Partido Conservador, o que o tornou no mais jovem deputado da história daquela instituição.

Em 1974 foi à falência, depois de ter investido uma soma considerável numa empresa canadiana fraudulenta. Com dívidas monumentais, viu-se forçado a abandonar o Parlamento, alugou um quarto em Oxford e começou a escrever um romance baseado nas suas experiências pessoais.

Assim, dois anos depois publicou Not A Penny More, Not A Penny Less (1976), que se tornou um sucesso de vendas imediato nos Estados Unidos da América, e estabeleceu o seu autor como um romancista promissor.

Ao fim de pouco mais de uma dezena de romances publicados, Jeffrey Archer recuperou a sua fortuna, pelo que decidiu retornar à política. Em 1985 foi nomeado vice-presidente do Partido Conservador pela então primeira-ministra Margaret Thatcher mas, no ano seguinte, a sua imagem pessoal foi abalada por um escândalo sexual, que conseguiu no entanto ultrapassar, processando em tribunal o periódico que o acusara.

Em 1992 foi investido Lorde no âmbito das comemorações do aniversário da Rainha de Inglaterra, passando a ocupar um lugar na Câmara dos Lordes do Parlamento britânico. Não obstante, em 1994 foi de novo o centro de atenções num escândalo que o envolvia nas transacções obscuras de uma cadeia de televisão.

Em 1999 decidiu candidatar-se à presidência da Câmara de Londres mas, depois de ter investido cerca de um milhão de libras dos seus fundos pessoais, foi obrigado a abandonar a corrida, quando se descobriu que havia cometido perjúrio no julgamento de 1986, e expulso do partido.

Foi condenado a uma pena de dois anos de prisão numa cadeia de segurança mínima em Outubro de 2001.

Publicou, entre outras obras, Kane And Abel (1980), The Prodigal Daughter (1982), A Matter Of Honour (1986), Honour Among Thieves (1993) e To Cut A Long Story Short (2000).


A minha opinião:
Como já é habitual, em qualquer livro do Jeffrey Archer, o mistério é o ingrediente principal. Não fiquem a pensar que todos os livros do autor são iguais, porque não são. Cada livro é uma história única.

Em "Falsas Impressões" podemos entrar no mundo da arte, mais propriemente, na área da pintura. Temos a oportunidade de conhecer um pouco melhor a obra de Van Gogh, nomeadamente o mais famoso dos quadros do pintor, o "Auto-Retrato Com a Orelha Ligada".

Uma escrita simples, sem grandes descrições, mas que mantém a curiosidade do leitor na velocidade máxima.
Este livro daria um excelente filme.

Para quem já leu e para quem ainda não teve oportunidade de ler Jeffrey Archer, eu recomendaria a leitura do livro "Filhos da Fortuna".

Esta 4ª feira: HERÓIS DO ALENTEJO E DE LISBOA EM DIRETO NA SIC

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- Não demora o cagar de um mocho (Alentejo)
- Tal tá a moenga, compadre... (Alentejo)
- 'tás a ver se metes o Rossio na Betesga? (Lisboa)
- Aquele Marmelo tá a galar os meus marmelos... (Lisboa)
- Estás a falar para a central! Bai no Batalha... (Porto)
- Se me fazes esteporar, dou-te uma batata nas arcas que te viro (Madeira)
- Vou apanhar uma abelha pr'ó Monte (Madeira)
- Maria, dou-te a gancha, porque me ofereceste o pito... (Trás-os-Montes)

Estas e muitas outras expressões vão estar em destaque na próxima 4ª feira (6 de julho), a partir das 16.30h, no programa BOA TARDE, da SIC, em que CONCEIÇÃO LINO vai ter que se haver com LUÍS MIGUEL RICARDO (Heróis à Moda do Alentejo) e EUGÉNIA PONTE (Heróis à Moda da Lisboa)

A não perder!

segunda-feira

HERÓIS DO ALENTEJO E DA MADEIRA EM DIRETO NA SIC

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- Não demora o cagar de um mocho (Alentejo)

- Tal tá a moenga, compadre... (Alentejo)
- Se me fazes esteporar, dou-te uma batata nas arcas que te viro (Madeira)
- Vou apanhar uma abelha pr'ó Monte (Madeira)
- Maria, dou-te a gancha, porque me ofereceste o pito... (Trás-os-Montes)
- 'tás a ver se metes o Rossio na Betesga? (Lisboa)
- Estás a falar para a central! Bai no Batalha... (Porto)

Estas e muitas outras expressões vão estar em destaque na próxima 5ª feira (7 de julho), a partir das 16.30h, no programa BOA TARDE, da SIC, em que CONCEIÇÃO LINO vai ter que se haver com LUÍS MIGUEL RICARDO (Heróis à Moda do Alentejo) e SUSETE RODRIGUES (Heróis à Moda da Madeira)

A não perder!

sábado

"A Noiva Italiana" de Nicky Pellegrino

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Título: A Noiva Italiana

Autora: Nicky Pellegrino

Editora: Edições Asa

Páginas: 288


Poderá uma história de amor unir duas famílias separadas pelo ódio?


Sinopse:
Apesar de viverem em Londres, os Martinelli continuam a ser uma típica família italiana: sempre a discutir, a comer e a amar. Pieta, a filha mais velha, tem 30 anos e é solteira, facto que a coloca sob a mira dos pais, principalmente agora que Addolorata – a sua irmã mais nova – vai casar. Uma vez que desenha vestidos de noiva, Pieta foi encarregada de fazer o vestido mais importante da cerimónia, mas uma série de segredos de família atrai a sua atenção. Porque é que o pai está sempre a discutir com um vizinho italiano? Qual será a causa da tristeza da mãe? E será possível que o homem por quem ela sempre alimentou uma paixão secreta esteja prestes a casar-se com outra pessoa? Decidida a ajudar a irmã, Addolorata planeia dar um empurrãozinho ao destino no dia do seu casamento. Mas o resultado vai ser surpreendente e nada vai acontecer conforme o planeado…

Pela mão de Nicky Pellegrino, autora de "Caffè Amore" e "A Filha do Pescador", "A Noiva Italiana" é um festim de comida e amor. Mas é também um romance sobre os laços familiares e a identidade pessoal.


Sobre a autora:
O pai de Nicky Pellegrino partiu de Itália para Inglaterra, onde se apaixonou por uma jovem de Liverpool. Com ele, levou também a paixão pela gastronomia, que partilhou com a sua nova família. A sua máxima de que se deve viver para comer e não comer para viver é uma das inspirações por detrás dos saborosos romances de Nicky Pellegrino. A viver actualmente na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Woman’s Weekly, Nicky Pellegrino planeia as suas férias de forma a viajar anualmente com o marido para Itália, para visitar a família, comer a melhor mozzarella e buscar inspiração para os seus livros.

Para além de Os Ingredientes do Amor, na ASA foram já publicados com grande sucesso os seus romances Caffè Amore, A Filha do Pescador e A Noiva Italiana.


A minha opinião:
Um livro de fazer crescer água na boca, pelas suas deliciosas receitas!
Para quem gosta de cozinhar e de comer, este livro foi uma pequena tortura...a fome e a gula tomaram conta de mim.

Gostei muito da escrita da autora, embora por vezes, se perca em descrições mais extensas, não deixando, contudo, de ser uma leitura agradável.

A Noiva Italiana conta-nos a história da família Martinelli, que apesar de viverem em Londres, continuam a manter as típicas raízes italianas.
Pieta, a filha mais velha de Beppi e de Catherine. É estilista de vestidos de noivas e tem a responsabilidade de fazer o vestido para a sua irmã. Enquanto coze as contas aos vestido, a sua mãe dá-lhe a conhecer a aventura que foi quando saiu de Inglaterra para ir para Itália.

As cores, os paladares assim como o espírito das famílias italianas e os seus segredos estão muito presentes neste livro.
Em casa, tenho o livro Caffè Amore e deve ser um dos próximos a ser lido.

quarta-feira

HERÓIS À MODA DE...Em directo na Sic!

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- Estás a falar para a central! Bai no Batalha... (Porto)

- Não demora o cagar de um mocho (Alentejo)

- Se me fazes esteporar, dou-te uma batata nas arcas que te viro (Madeira)

- Maria, dou-te a gancha, porque me ofereceste o pito... (Trás-os-Montes)

- ‘tás’ a ver se metes o Rossio na Betesga? (Lisboa)

Estas e muitas outras expressões vão estar em destaque na próxima 5ª feira (30 de Junho), a partir das 16.30h, no programa BOA TARDE, da SIC, em que CONCEIÇÃO LINO vai ter que se haver com JOÃO CARLOS BRITO (Francesinhas à Moda do Porto, Heróis à Moda do Porto e coordenador da coleção), LUÍS MIGUEL RICARDO (Heróis à Moda do Alentejo), MARIA EUGÉNIA PONTE (Heróis à Moda de Lisboa), SUSETE RODRIGUES (Heróis à Moda da Madeira) e ANA CATARINO (Heróis à Moda de Trás-os-Montes).

Quem não puder ver em directo na televisão, pode fazê-lo no site da SIC, também em direto, ou, depois, em arquivo.

domingo

"De nome, Esperança" de Margarida Fonseca Santos

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Título: De Nome Esperança

Autora: Margarida Fonseca Santos

Páginas: 172

Editora: Oficina do Livro
 
 
Sinopse:
Mulher reservada e inteligente, Esperança é uma pessoa perdida entre o que escreve e o que vê da realidade, o que viveu e o que desejou. Carlos é um enfermeiro estagiário de psiquiatria que decide, assim que a conhece, tudo fazer para resgatar Esperança rumo a uma vida normal, confrontando-se a cada passo com uma inquietação profunda: no coração da loucura, que espaço resta para a normalidade? A resposta poder ser apenas que a mente é um lugar estranho. Entrar nos seus domínios é percorrer um labirinto interior de acesso, na melhor das hipóteses, restrito. Num livro em que as várias vozes e os vários tempos se cruzam num emaranhado de expectativas, pensamentos e ilusões, acompanhamos o percurso da Esperança, para quem só existe esperança no nome.
 
 
Sobre a autora:
Margarida Fonseca Santos, 1960, Lisboa. Diplomada com o Curso Superior de piano do Conservatório Nacional, leccionou a disciplina de Pedagogia na Escola Superior de Música de Lisboa.A par da sua actividade profissional, trabalhou no projecto MUS-E Portugal (Yehudin Menuhin Foundation) como animadora na área do conto e escrita criativa. Assinou a coluna Crescer a Ler, no Jornal de Letras e o apontamento Bicho de Conta, na Antena 1. Escreveu peças infantis e o texto do musical "O Navio dos Rebeldes" para o Teatro da Trindade e ainda o libreto da ópera infantil "O Achamento" para a Focu Musical.

A minha opinião:
Que livro!
Um livro que a cada virar de página nos consome, nos absorve e nos faz acreditar que se olharmos mais para dentro, com mais sentimento, conseguimos alcançar mais qualquer coisa que a olho nú não se consegue. E isso foi o que Carlos, o enfermeiro do Lorvão fez, ele nunca desistiu de tentar dar a Esperança um outro tipo de vida. Não conseguiu, mas pelo menos tentou e não foi só uma vez.

Este livro fala-nos da esperança, aquela que se coastuma dizer que é a última a morrer e enquanto há esperança, há vida. Lindo.
A mente humana é um mundo ainda por descobrir, por muito que se explore, nunca está totalmente explorado.

Uma leitura obrigatória!

sábado

"Maldito Karma" de David Safier

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Título: Maldito Karma

Autor: David Safier

Páginas: 275

Editora: Planeta


Sinopse:
A apresentadora de televisão Kim Lange encontra-se no melhor momento da sua carreira, quando sofre um acidente e morre, esmagada pelo urinol de uma estação espacial russa. No Além, Kim dá-se conta de que, ao longo da sua vida, se limitou a acumular mau Karma: enganou o marido, descurou a sua filha e amargurou a vida de todos os que a rodeavam. Descobre então o seu castigo: está num formigueiro, tem duas antenas e seis patas… é uma formiga!

Kim não tem a mais pequena vontade de continuar a arrastar migalhas de bolos, depois de ter passado a vida a evitar os hidratos de carbono. Além disso, não pode permitir que o marido vá afogar as mágoas da sua perda com outra. Só lhe resta, por isso, uma saída: acumular bom Karma, para ascender na escala da reencarnação e voltar a ser humana. Mas o caminho para deixar de ser insecto e se converter num bípede é duro e está pejado de contratempos. O que lhe vale é que pode contar com a ajuda de Casanova…


Sobre o autor:
Nasceu em Bremen, em 1966. Conhecido guionista de séries de êxito de televisão, como Mein Leben und Ich (A Minha Vida e Eu), Nikola e Berlim, Berlim, foi galardoado com o Prémio Grimme e com o Prémio TV da Alemanha, bem como com um Emmy, nos Estados Unidos. Vive e trabalha em Bremen. Maldito Karma está já publicado em várias línguas. Na Alemanha, um ano depois da sua publicação, permanecia na lista dos mais vendidos, com o novo romance Jesus Ama-me.


A Imprensa:
«Mordaz, ágil, divertido… uma mistura explosiva.»
Publishing Trends

«Um best-seller na Alemanha, um romance original e hilariante.»
Livres Hebdo

«O livro que fez sorrir toda Europa.»
Cosmopolitan

«Uma dessas surpresas que provoca o boca-a-boca.»
Publico

«O livro mais original em muitos anos. Engenhoso e sábio. Vai deixá-lo com água na boca.»
Straubinger Tagblatt


A minha opinião:
Procurei este livro na biblioteca porque duas amigas minhas, recomendaram a sua leitura. Ainda bem que o fiz. HILARIANTE!!! Não me lembro de me ter rido tanto com um livro.
Uma história que não lembra a ninguém.

Uma conhecida apresentadora de televisão no dia da entrega de um prémio é atingida mortalmente por um urinol de uma estação espacial. A partir daqui, a história ganha uma dinâmica, em que o humor é um ingrediente constante.

Para quem gostar de uma leitura cheia de humor, onde o surreal acontece, este é o livro indicado!

terça-feira

"Não contes a ninguém" de Harlan Coben

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Título: Não Contes a Ninguém

Autor: Harlan Coben

Páginas: 298

Editora: Presença



Sinopse:
«Até há três dias, eu era um médico dedicado sonambolando pela vida. Depois, aconteceu-me ver um fantasma, receber e-mail do além, tornar-me suspeito não de um mas de dois homicídios, passei passei a andar a monte, agredi um polícia e recorri à ajuda de um conhecido traficante de droga.»

Bestseller internacional é um livro de leitura obrigatória para os grandes apreciadores do thriller. "Não Contes a Ninguém", marca a estreia de Harlan Coben, na Colecção «O Fio da Navalha». Reconhecido autor do género policial, Coben dá vida à história de David Beck, cuja mulher foi brutalmente assassinada num lago em Nova Iorque. Oito anos depois, perto desse mesmo lago, são descobertos dois corpos. E David começa a receber e-mails que pelo conteúdo só poderiam pertencer à sua mulher. Mas que deixam expressamente escrito - Não Contes a Ninguém! Intrigado, resolve investigar, envolvendo o leitor numa trama de suspense e inquietação da primeira à última página. Imperdível!


A minha opinião:
Este autor vicia-nos! 
O autor acaba sempre por nos surpreender pela originalidade. Eu já li, contando com este, três livros e cada história é uma história e única. O autor nunca se repete, embora use sempre os mesmos ingredientes.

Um enredo com muitas personagens e algumas delas, à partida nada têm a ver, parece-nos a nós, leitores, mas depois, tal como num puzzle, tudo se vai encaixando.

Excelente livro para quem gosta de viver emoções à flor da pele.

sexta-feira

"A Flor-de- Lis" de Alda Gonzaga

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Título: A Flor-de-Lis

Autora: Alda Gonzaga

Páginas: 306

Editora: Papiro


Sinopse:
Neste romance a autora narra a história duma mulher, realizada profissionalmente, que encontra o grande amor da sua vida e que, depois de conseguir superar os obstáculos que lhe aparecem, consegue ficar com ele. É, portanto, uma história feliz duma mulher feliz cuja vida nem sempre é um mar de rosas, pois há problemas a resolver, obstáculos a ultrapassar, desgostos a superar, apenas amenizados porque tem a seu lado um grande amor.


Sobre a autora:
Maria Alda Flórido Gonzaga nasceu no Porto, onde estudou e se licenciou em Engenharia Electrotécnica. Começou a escrever aos dezasseis anos tendo escrito um conto para crianças e vários outros até aos dezanove anos. Depois os estudos e a seguir uma vida profissional exigente na área da Electricidade, determinaram que escrevesse poucos textos literários. Após o 25 de Abril envolveu-se na luta por um mundo melhor e mais justo e pelos direitos das mulheres. Escreveu então muitos documentos de carácter social e político e fez parte de comissões de redacção em debates e conferências. Na década de 90 foi eleita, em dois mandatos, para os órgãos autárquicos da freguesia onde reside. Editou já os livros "Contos e Olhares", "Cantos e Contos" e "O Cuco", sendo o primeiro um livro de contos, o segundo de poemas e contos e o terceiro um romance, primeiro duma trilogia que se intitula “Mundos Paralelos”. Apresenta agora o segundo volume dessa trilogia, a que deu o nome de "A Flor-de-Lis".


A minha opinião:
Gostei, embora achasse que em determinadas passagens a autora se perdesse um pouco nas descrições.
A autora soube retratar as diferentes épocas passadas no livro, a década de sessenta, sob o regime político de Salazar, passando pelo 25 de Abril de 74, com a Revolução dos Cravos até à Expo 98.

Joana, a personagem feminina principal tinha uma personalidade muito forte. Numa altura em que o país era governado pelos homens e onde as mulheres não tinham voz activa para coisa nehuma, Joana soube impôr-se e singrar na vida.

O livro começa com o início do casamento de Joana com Henrique. Os anos foram passando e devido á vida profissional de Henrique, a ruptura acontece. Joana conhece Afonso, também ele casado, mas tal como ela, num casamento à beira do colapso.
Depois de muitas tempestades, chega a bonanza e Joana e Afonso podem finalmente viver o seu amor.

Em relação ao amor das personagens principais, Joana e Afonso, acho que a autora em determinadas situações repetiu-se e a meu ver, chegou a ser lamechas.

Nos tempos mais próximos, penso ler os outros dois livros da triologia, o primeiro, "O Cuco" e o terceiro e último, "Caminhos".

Ganhei este livro no passatempo do blogue Refúgio dos Livros.

segunda-feira

"O Homem que Comeu o 747" de Ben Sherwood

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Título: O Homem que Comeu o 747

Autor: Ben Sherwood

Páginas: 216

Editora: Publicações Europa-América

Sinopse:
Qual seria a maior prova de amor que faria pela sua cara metade?
A pedra angular deste romance assenta, precisamente, numa prova de amor invulgar e na paixão de dois homens pela mesma mulher.
Numa pequena cidade do interior da América, por amor a uma mulher, um agricultor decide comer, peça por peça, um Boeing 747.
No encalço do apaixonado, encontramos J. J. Smith, juiz do Livro dos Recordes, um homem vulgar à procura de feitos extraordinários. Durante as suas viagens pelo mundo, J. J. cronometrou o beijo contínuo mais longo do mundo, a casca de laranja inteira mais comprida, o maior voo de uma rolha de garrafa de champanhe. Mas nunca testemunhara um grande amor…
Porém, a chegada à pequena cidade vai mudar a sua vida. Willa Wyatt, a paixão do agricultor, é uma mulher muito especial e quando se encontram, o mundo de J. J. cuidadosamente ordenado, sofre uma reviravolta.
Poderão as coisas mais maravilhosas da vida ser medidas?

Uma obra apaixonante onde a força do coração derruba todas as barreiras


Sobre o autor:
Foi jornalista na NBC e da ABC Mews, tendo recebido vários prémios. Publicou artigos no New York Times e no Washington Post. Estudou em Harvard e Oxford, vive com a mulher em Nova Iorque.

A minha opinião:
Há livros que aquelas primeiras páginas são aborrecidas e foi o que aconteceu com este livro. Não me estava a entusiasmar, o melhor que tinha a fazer era pô-lo de lado e ainda bem que o fiz. Quando voltei a pegar nele, na página 41, a leitura tornou-se bastante mais interessante.

Uma história muito bonita sobre o amor e aquilo que se faz por amor.
Wally Chubb tinha apenas 10 anos quando se apaixonou por Willa Wyatt. Nunca conseguiu declarar-se até que ao dia que um Boeing 747 caiu na sua quinta. Pensou que a melhor maneira de chamar a atenção da mulher amada fosse comer o 747.

Como conclusão, transcrevo um excerto, que a meu ver, retrata muito bem, toda a leitura do livro:
«...Nesse Verão, foram batidos muitos recordes em Superior, recordes que são realmente importantes mas que nunca aparecem nos livros, nos jornais ou na televisão. Um homem ajudou o seu melhor amigo a construir uma geringonça mágica para que ele pudesse comer um avião. Uma mulher nunca saiu de ao pé do seu amigo em coma. Um rapaz queria que a sua irmã encontrasse a felicidade, por isso levou o mundo até à porta dela.
No início, eu não reconhecia a grandeza desses momentos mas, afinal, nesta era em que o que é maior é sempre melhor, as pessoas raramente o fazem. Este, creio eu, é o principal desafio. Reconhecer a verdadeira grandeza qauando a vemos. Apreciá-la quando a temos. Acarinhá-la enquanto ela dura.
E é isso exactamente o que Wally e Rose têm feito desde aquele dia no hospital em que ele despertou do seu sono. Eles raramente se separam um do outro e vivem felizes na quinta, Wally está a trabalhar arduamente numa nova ideia: jacuzzis bovinos. Vacas calmas, felizes, são vacas são saudáveis. Assim, ele e o Nate Schoof estão a construir um protótipo no celeiro.
Agora quanto à frase bombástica no início deste livro - esta é a história do maior amor de todos os tempos - o leitor poderá contrapôr Romeu e Julieta, António e Cleópatra, ou talvez a sua própria história pessoal. E é isso precisamente que eu gostaria de salientar. Cada um de nós, até mesmo meros mortais chamados John Smith, pode reclamar o recorde para o maior amor de sempre se conseguir pôr de parte a indecisão e o reconhecer quando o encontrar, puro e verdadeiro.»

sábado

"Almas Gémeas" de Alan e Irene Brogan

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Título: Almas Gémeas

Autores: Alan e Irene Brogan

Páginas: 256

Editora: Edições Asa


Sinopse:
Uma arrebatadora história de amor.
A prova de que a realidade pode ultrapassar a ficção.
Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Eram ambos sensíveis e solitários. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus. A Irene disseram que ele fora adoptado e, embora destroçada, a menina encontrou consolo na ideia de o amigo ter então um lar carinhoso e feliz. Mas a realidade era bem diferente. Abandonado e só, Alan queria apenas dizer a Irene que nunca a esqueceria. Por ela, fugiu vezes sem conta. Foi sempre apanhado e, de cada vez, os castigos foram mais brutais.
Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Nas suas vidas – frequentemente difíceis, sempre solitárias – sabiam faltar algo. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro…
Até que, um dia, quarenta anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los. Relato doloroso de abandono, crueldade e sobrevivência, Almas Gémeas é, acima de tudo, uma história espantosa que confirma uma verdade fundamental: o amor consegue vencer todos os obstáculos.


Sobre os autores:
Alan e Irene Brogan casaram em 2007. Alan trabalha em gestão e Irene é uma feliz e orgulhosa mãe, avó e dona de casa. Residem actualmente em Sunderland, em Inglaterra.


A minha opinião:
Um livro muito comovente.
Ninguém fica indiferente a esta história. Quem lê este livro vive um misto de sentimentos, que vai desde a dor, a revolta, a raiva, para depois chegar à alegria, à felicidade, ao amor.

Duas crianças perfeitamente normais, com vidas normais, de repente vêem as suas vidas viradas do avesso. Alan e Irene perdem a mãe e são obrigadas a irem viver para uma instituição, porque ambas as famílias não têm condições para as criar.
No dia que se cruzam pela primeira vez, ambos decidem que vão ser amigos para toda a vida. Durante meses e escondidos das "tias", vivem uma amizade muito pura e inocente. Mas a sorte não faz parte da vida destas duas crianças indefesas, sem qualquer tipo de afecto, apenas o que nutrem um pelo outro. Uma das "tia" não gosta do que vê, de duas crianças a brincam deitadas na areia da praia. Sem aviso prévio, Alan é "despachado" para outra instituição.
Estas crianças além de sofrerem o desgosto de terem perdido a mãe, a família, sofrem porque são tratadas de forma cruel, onde não há lugar para choros, sem lamentações, ali só têm de obedecer.
A sobrevivência destas duas crianças é o amor que sentem uma pela outra. Esse amor nunca as faz desistir, mas sim, de lutar para  um dia se encontrem e serem felizes.
Esse dia chegou, quarenta anos depois Alan e Irene reencontram-se.

Hoje em dia, diz-se que as crianças ficam traumatizadas porque são contrariadas e estas????? Como ficaram estas crianças que foram criadas em instituições nem o minímo de afecto, de amor, de calor humano????

Alan e Irene conseguiram, dentro do possível, superar os horrores vividos nas instituições por onde passaram porque o amor vence todos os obstáculos.

"Algumas pessoas estão destinadas a ficar juntas".
 

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