
segunda-feira
Lançamento do livro "Mistério em Connelleville" de Beatriz Neves Barroca

"À procura de um lugar" de Fátima Marinho

«- Diz-me, Francisco. Diz-me a verdade, gostas do teu irmão?
sexta-feira
"À procura de um lugar" de Fátima Marinho
A seguir, falou a Teresa Silva, a voz do áudio livro e a voz off do site da autora.
Foi uma verdadeira surpresa entrar no site da autora!
Depois o Júlio Martim falou do prazer que teve em fazer a voz do Vicente no áudio livro.
Nestas duas fotos podemos ver a Fátima Marinho com a Susana Félix
Fátima Marinho

Tinha uma alma gigante, dessas que cruzam o universo de lés a lés. O mundo não a soube compreender.
- Sabes, Princesa, às vezes o mundo não compreende as almas maiores. Não fiques triste!
A minha mãe morreu ao sétimo dia do primeiro mês do ano de 2001. Mas há muito tinha abandonado a vida. Creio que nunca cá esteve inteira. Quando dedicadamente lhe fazia máscaras de beleza e retirava o buço, escarnecia daquelas minhas preocupações estéticas, mas depois lá olhava, reconhecia o espelho e encolhia os ombros.
Nos dias de sol, levava-a para o terraço e fazia evocações ao astro-rei. Passava, repetidas vezes, as minhas mãos nos seus cabelos grisalhos, pedindo aos deuses, onde quer que estivessem, que iluminassem a escura e insustentável mágoa da minha mãe. A minha mãe transformou a sua vida num grande lamento. Tão grande que era impossível calá-lo. Tão grande que não foi capaz de nos poupar à humilhação pública de se arrastar pelos hospitais no mais mísero estado, enquanto no guarda-roupa deixava imaculados os casacos de bom corte e o vestido italiano que lhe havia comprado.
Depois de minha mãe morrer passei a usar alguma da sua roupa. Dei outra e guardei o vestido italiano. Pensei usá-lo num baptizado. Mas não o fiz. A minha mãe nunca o usou. Vestiu-o quando lho ofereci. Decidi, por isso, guardar o que resta do seu cheiro, das suas dimensões humanas, no vestido que guardo na primeira gaveta, da minha antiquíssima cómoda, no quarto das visitas que também foi dela. Quando tenho saudades da sua voz e o telefone não toca, corro para o quarto do lado e abraço o vestido da minha mãe. Nesse abraço não há nem um pouco da tristeza que a consumiu, nem do desespero com que sempre viveu.
A minha mãe ficou sempre menina. Tinha uma fixação na primeira infância que a sua sagacidade ocultou aos olhos desarmados do senso comum. Era uma menininha que enfrentou a vida como um gigante e depois se recolheu nas vestes de criança peregrina, sem rumo nem distância.
A minha mãe, que não era minha mãe, mas minha filha, era tudo para mim. Com ela discuti todos os dias da minha vida. Todos os dias! A ela permiti tudo! Só a ela. Todas as nossas desesperadas zangas acabavam sempre no abraço do poeta Ramos Rosa quando dizia:
A primeira vez que a minha mãe morreu tinha eu dez anos. Os vizinhos entraram pela casa dentro e não me viram chorar o luto abraçada ao cão vadio que meu irmão recolhera. – Temos que telefonar já ao marido. Ainda demora para vir da Venezuela. Ela não dura nem mais um dia.
Do outro lado da casa, não tive coragem de entrar para ver o anunciado corpo moribundo da minha mãe. “Mãe não morre nunca”, lembrei o poeta ao ouvido do meu cão vadio. “Mãe, nunca me deixes!”, supliquei ao céu, sem perceber a quem dirigia a prece.
Todos os anos a minha mãe morria duas ou três vezes, para ressuscitar de novo. Precisava de aferir a sua existência até aos limites. Oscilava entre a vida e a morte como quem compra caramelos para criança gulosa. Era exigente e ávida de dor a vida dela. Sempre vi a minha mãe como executora de tarefas desenhadas por um menino birrento ou por um deus anonimamente caprichoso.
- Deixem a minha Princesa em paz! - repeti mil vezes, desconhecendo, de novo, os destinatários das minhas súplicas.
A sete de Janeiro de 2001 ouvi chamar insistentemente por minha mãe. Vezes repetidas ela não ouvia o nosso desespero. Não tinha, pois, motivos para pensar que não respondia apenas porque os mortos não falam.
No quarto, meu irmão queria resposta: - Mãe, mãe, mãe...- Sai do quarto, por favor! A mãe morreu - disse-lhe baixinho, para que a morte me não ouvisse. A minha mãe sempre dizia que os mortos ouvem.- Não morreu nada - respondeu meu irmão, que não podia acreditar que as mães, mesmo as dolorosas, também morrem.
Telefonei para que a ambulância chegasse depressa e abracei-me ao corpo ainda quente de minha mãe.
- Tiveste um problema, mas vai ficar tudo bem. Não te preocupes! Haja o que houver, nós gostamos muito de ti, bem sabes. Tem calma, vais ficar bem. Claro que te perdoamos tudo. Tudo, Princesa.
O seu rosto iluminou-se. Parecia vivo de novo.. A minha mãe sorriu e eu aprendi, como o poeta, que “mãe não morre nunca”.
Sei desde então que a morte é apenas mais uma das portas da vida e que passar por ela pode ser a mais séria prova de amor, mesmo para vidas aparentemente desorganizadas e sem sentido.
Depois de morrer, a minha mãe aparece em alguns dos meus sonhos. Ora nadamos num lago transparente, ora a vejo construir escadas com argamassa translúcida nas traseiras da casa.
– Não te sabia artista, ó Princesa!– Tenho que vos ajudar. Tenho mesmo muito que fazer, minha filha.
Será que no céu há argamassa translúcida? Não sei, nem importa saber. Sei que está calma e feliz. Não me parece que os mortos nos sorriam em vão.
Entretanto, queria muito retribuir o sorriso da minha mãe com o refrão de Peninha, na voz de Caetano Veloso:
Aprendi com a morte que o amor é intemporal, incondicional e não obedece às leis da sensatez e da lógica. Este permanece o maior legado que a mulher, menina, minha filha e minha mãe me deixou. Ela que tinha medo da noite e mãos elegantes de fada.
- Estarás sempre em mim, Princesa. Até um destes dias.
"Mil Sóis Resplandecentes" de Khaled Hosseini
Acabei!
É um misto de emoções. Ainda estou a digerir a leitura.
Eu gostei muito do livro, mas tenho que dizer que houve certas partes que me foi dificil avançar, devido à brutalidade com que Laila e Miriam eram tratadas pelo marido, Rashid. Como é que é possível em pleno século XXI mulheres dos países orientais serem tratadas assim!!!
A Miriam nasceu ao mundo com pouca sorte, nunca soube o que era ser feliz.
A Laila, depois de anos de sofrimento encontrou Tariq e a sua vida voltou a sorrir. Tariq pode assim conhecer a sua filha Aziza.
Recomendável a todas as pessoas!!!
segunda-feira
"Momenttus" de L.C.Lavado
Foi durante o tempo de faculdade que comecei a escrever, desde então não parei, e tenciono que assim continue..."
terça-feira
"Nunca me Esqueças" de Lesley Pearse

“Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de pescadores humildes da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar uma chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, na época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido... como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida.
Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na história.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a raínha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela faz-nos embarcar numa montanha russa de emoções únicas e inesquecíveis.”
“Esmagador.” Daily Mail
“Uma das escritoras preferidas das leitoras inglesas.” The Times
“Um romance comovente e apaixonante na melhor tradição de Lesley Pearse.” The Bookseller
A realidade ultrapassa muitas vezes a ficção e a vida de Lesley tem sido tão recheada de drama como os seus livros. Ela tinha três anos quando a mãe morreu em circunstâncias trágicas. O pai estava em alto-mar e foi só quando uma vizinha viu Lesley e o irmão a brincar fora de casa sem os casacos vestidos que se começou a suspeitar o que acontecera – a mãe deles já estava morta há algum tempo. Com o pai na Marinha, Lesley e o irmão mais velho passaram três anos em orfanatos sombrios antes de o pai voltar a casar com uma terrível ex-enfermeira do Exército. Lesley e o irmão regressaram a casa, acompanhados por duas crianças que foram depois adoptadas pelo pai e pela madrasta e por uma corrente constante de crianças, pois tornaram-se numa família de acolhimento. O impacto das constantes mudanças e da incerteza nos primeiros anos de vida de Lesley reflecte-se num dos temas mais recorrentes dos seus livros: o que acontece a quem sofre perdas emocionais durante a infância. Ela teve uma infância fora do vulgar e, em todos os seus livros, Lesley conseguiu conciliar a dor e a infelicidade das suas primeiras experiências com um talento único para contar histórias.
quinta-feira
"No teu deserto" de Miguel Sousa Tavares

Depois de "Equador" e "Rio das Flores", ambos campeões de vendas em Portugal, Miguel Sousa Tavares regressa com um novo romance, que promete conquistar os leitores este Verão!
“Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”
Gostei!!! Viver aquela aventura foi giro!
(Obrigada vandinha pelo excelente BookRing!!!)
quarta-feira
"Para Além Da Razão" de Anna D'Almeida

A minha opinião:
Apesar de alguns erros, a escrita é muito fluída, diria mesmo, muito cativante, quando se começa a ler, não dá mais para parar.
A história tem um cenário lindo, o Alentejo e a acção em si, está muito bem construida.
Sabem que esta autora tem outro livro..."Outra Forma De Ser", espreitem aqui: http://www.bubok.pt/libros/238/Outra-Forma-De-Ser
Parabéns à Autora!!!!!
(Obrigada Gwenindil pelo Excelente BookRing!)
sexta-feira
Prémio Blog Vip

Muito Obrigada, Adorei!
"Biografia de Hemingway" de A.E.Hotchner

A.E. HotchnerA. E. Hotchner é autor de vários livros premiados, como Hemingway, Sophia Loren, Doris Day e Blown Away: The Rolling Stones and the Death of the Sixties. É também o sócio de longa data do actor Paul Newman na Newman’s Own, o bem-sucedido império de produtos alimentares que doa todas as suas receitas a organizações de caridade, incluindo a Hole in the Wall Camps, que organiza campos de férias para crianças com doenças graves.
"Amores Negados" de Ângela Becerra

Um romance magistral marcado pela espiritualidade, pela sensualidade e pelo erotismo de uma autora por muitos comparada a Isabel Allende.
Latino Literary Award - Melhor novela romântica da América Latina
Classificada como «romance magistral» e «uma bela lição literária de erotismo» pela crítica da Colômbia, Amores Negados mergulha-nos na sensibilidade mais refinada e no humor mais subtil, no que foi definido como idealismo mágico.
Críticas de imprensa
«Bela lição literária de erotismo. Magistral.» El Tiempo
«Um deleite para o espírito e para o coração… Há muito que o mundo literário hispano-americano não recebia com tanto alvoroço uma história de amor.» El País
«A melhor romancista colombiana do início do século XXI.» El Tiempo
«Um romance que não deixa o leitor indiferente.»ABC
«Um romance com emoções estão à flor da pele.» La Vanguardia
quinta-feira
terça-feira
Meter o nariz...

Mudança de visual

segunda-feira
Mais uma partilha
Sempre me lembro de mim a gostar de ler. Ler para mim é viajar, conhecer novos lugares, novas pessoas, outras culturas. Ler é voar, sonhar, pensar, reflectir. Ler é aprender.
Tenho vários autores favoritos, como a Nora Roberts, Jeffrey Archer, Nicholas Sparks, Rosamunde Pilcher, Somerset Maugham, e tantos outros. Autores portugueses gosto do Tiago Rebelo, Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos. Deste último escritor, que já tive a oportunidade de conhecer pessoalmente e achei uma simpatia, li ”A filha do Capitão”, “O Codex” e “A Ilha das Trevas”, sendo o primeiro o meu preferido.
Quando acabei de ler “A Filha do Capitão” decidi enviar um e-mail ao autor e dar a minha opinião sobre o livro. De volta tive como resposta a recomendação de ler “A Servidão Humana” de Somerset Maugham. Não conhecia o escritor. Pesquisei sobre ele na internet e fiquei então a saber que era um escritor muito conhecido, com vários livros publicadas e já falecido. Não consegui encontrar o livro até que fui à biblioteca municipal e lá estavam dois exemplares, mas tão velhinhos e tão mal tratados. Requisitei um dos exemplares e enquanto não acabei de ler não descansei.
“A Servidão Humana” conta-nos a história de Philip, um rapaz que nasceu com uma deficiência, pé boto. Depois, de perder os pais, Philip passa a viver com os tios. Philip cresce e vai estudar pintura em Paris e medicina em Londres. É um livro de nos fala da fé e das crenças. Um livro muito interessante.
“Livros, o meu vício” (http://www.livrosomeuvicio.blogspot.com/) é o nome do meu blogue.
A blogosfera é um mundo. Nunca me imaginei ficar fascinada com a internet.
Por causa do meu blogue tenho feito amizades com pessoas do outro lado do mundo.
Exemplo:
La Sorcière disse:
Ana, parabéns pelo selinho!
Outubro 18, 2009
Bia disse:
Oi Ana, também deixei um selinho para você no meu blog!!
Outubro 18, 2009
Tinkerbell disse:
obrigada pelo elogio ao meu blog!
Outubro 18, 2009
Oiii!!!
Certo dia uma rapariga fez um comentário a um livro que eu tinha acabado de ler e falou no bookcrossing. Pesquisei na internet e pareceu-me interessante. Contactei a rapariga e pedi mais informações. Fiquei rendida, mas a única coisa que me custava era ter que disponibilizar os meus ricos livros que estavam tão arrumadinhos na estante.
Apresentei-me no fórum e qual não é o meu espanto, ver e sentir a simpatia das pessoas a acolherem os novos membros. Disponibilizam logo livros para empréstimo. Desde o início que me fiquei admirada com estas pessoas. Nunca pensei que houvesse tantas pessoas a gostarem de partilhar os seus livros com “desconhecidos”.
Para mim tem sido uma experiência muito enriquecedora e ao mesmo tempo muito gratificante, não só pelos livros lidos, o ano passado tive a oportunidade de ler cerca de 70 livros, como também a nível de amizades. Tive o prazer de conhecer pessoas fantásticas!
domingo
quarta-feira
"Encontre Deus na Cabana" de Randal Rauser
O livro A Cabana, de William P. Young, tornou-se um best-seller mundial e, embora a sua leitura tenha afectado muitas vidas, ainda existem muitos leitores que têm úvidas sobre a sua verdadeira mensagem. No livro, é narrada a tragédia do assassinato da filha mais nova de Mack Allen Phillips, numa cabana abandonada. O brutal crime deixa o pai da menina devastado e envolto na mais profunda angústia e tristeza. Quatro anos passados, Mack recebe um convite de Deus para passar um fim-de-semana na mesma cabana onde ocorreu o assassínio. Este convite mudará para sempre a vida deste pai angustiado.
"Começar de Novo" de Margarida Fonseca Santos
Depois de vários anos de vida em comum, Duarte e Rita separam-se. Ela apaixona-se por um colega de trabalho, ele sai do Porto decidido a esquecê-la. Ao mesmo tempo, em Lisboa, Sofia termina a relação com Carlos, depois de este lhe dizer que se apaixonou por outra pessoa. Um dia, por casualidade do destino, Sofia e Duarte ficam fechados num elevador, tornando-se amigos. Essa amizade evolui, pouco a pouco, para um nível de intimidade maior, ajudando cada um a ultrapassar os problemas sentimentais.Mas nos caminhos do amor até que ponto a simples vontade de esquecer a mágoa significa estar preparado para começar de novo?
sábado
Charline Harris em Lisboa
Não sou propriamente fã dela, pois ainda não tive oportunidade de ler um dos livros dela, mas porque a minha filha gosta muito do género de escrita da autora.
Sabendo que Charline Harris vinha a Lisboa para o lançamento de mais um livro da saga de vampiros, a minha filhota não quis faltar e assim lá fomos até ao Cabaret Maxime para a conhecer.



