
“Não faças da tua vida um rascunho, pois pode não haver tempo de passar a limpo.” - (André Rossato)
Introdução
Começaria pelo meu nascimento até aos dias de hoje.
Ao sentar-me diante do computador para iniciar a minha história de vida, então dei conta que não seria assim tão fácil. É preciso ter muita disponibilidade psicológica para colocar no papel uma vivência de 41 anos.
Sinto que ao escrever a minha autobiografia será como um escritor ao escrever o seu próprio livro.
Ao contar a minha história recordo bons e momentos menos bons do meu percurso de vida. Sinto que tem sido gratificante colocar para o papel a minha história de vida. Tem-me feito reflectir sobre o que tem sido a minha vida, se tenho seguido o caminho correcto, se as minhas opções foram as mais correctas e chego à conclusão que apesar de alguns acidentes de percurso, a minha viagem tem sido feita em segurança, com responsabilidade e alguma sabedoria.
Espero fazer um óptimo trabalho!"

“Os nossos filhos precisam da nossa presença mais do que dos nossos presentes.” - (J. Blanchard)
"Em Novembro de 1993, nasceu a minha filha, uma filha planeada e muito desejada por ambos.
Foi uma gravidez com alguns enjoos, mas isso é normal.
Lia tudo o que dizia respeito a grávidas e a bebés. Tentava ter todos os cuidados comigo e com o bebé. Fui sempre a todas as consultas e fiz todos os exames que a médica mandava.
Só na última ecografia, feita no final de Setembro é que soube que era uma menina.
Engordei alguns quilos do que aqueles que a médica queria, mas para o final do tempo era impossível controlar a comida, devido ao estado de ansiedade e de medo.
O primeiro parto é sempre um desconhecido. Por muitas histórias que se possa ouvir, o passar pela situação é sempre diferente.
No dia 6 de Novembro, era um sábado e acordei com algumas moinhas, o que queria dizer, que estava próxima a hora do parto.
Depois de almoço, colocámos a mala no carro e fomos até à Costa da Caparica, andar no paredão. A médica dizia que fazia muito bem andar. Então, eu segui o conselho dela e mesmo à chuva lá andei eu e o meu marido, para trás e para a frente, e quando vinham as contracções, eu agarrava-me à barriga e tentava fazer a respiração correcta para aliviar a dor.
Por volta das 22 horas estava na casa da minha sogra quando fui á casa de banho e rebentaram as águas. Que sensação tão estranha e tão desconfortável.
Dei entrada na Maternidade Alfredo da Costa por volta das 23 horas.
Estava cheia de dores, ainda cheguei a pedir a epidural, mas não deu tempo, a minha filha estava mesmo com pressa para chegar a este mundo.
O nascimento dela foi algo de muito maravilhoso. Nasceu de parto normal, no dia 7, pela 1h40 da manhã, com 3,020 Kg e 47 cm. Demos-lhe o nome de Ana Filipa.
Tenho fotografias do nascimento dela, ela mesmo a nascer, e sempre que olho para elas recordo-me do momento mais feliz da minha vida.
É um amor imenso que sentimos por este pequeno ser que cresce dentro de nós, e que nós ainda nem o conhecemos, nem o vimos cara a cara, mas que é muito nosso, é um amor incondicional. Para mim, não há amor maior do que aquele que temos por um filho.
A minha filha tem sido muito fácil de criar. Mamou até ao dia que fez 1 anos de idade. Começou a falar muito cedo e bem explicada.
Nunca gostou de dormir a sesta à tarde, tal e qual a mãezinha dela.
Quando acabou a minha licença de maternidade tive sorte de a poder trazer comigo ali para a AMP. Como era uma criança calma, que tendo a barriguinha cheia e a fralda seca, estava sempre bem disposta.
Também contava com a ajuda da minha colega, a quem a minha filha se habitou a chamar de titi.
Até aos 3 anos de idade pude ser eu a tomar conta da minha filha e ao mesmo tempo estando a trabalhar fora de casa.
Foi muito bom, embora fosse cansativo porque andávamos de transportes públicos. Mas sinto que valeu a pena, pois a nossa relação mãe/filha é muito chegada."























Ser mãe







